Opinião
Ler, escrever, saber - Editorial
Tem início hoje mais uma atividade do Proler em Alagoas. Na verdade, dois eventos marcam estes dias de redobrados esforços em benefício do incentivo à leitura: O 3º Encontro Alagoano do Proler e o 1º Encontro Estadual dos Gestores de Bibliotecas Públicas Municipais. Ambos os eventos sob a égide do Proler, programa criado através do decreto presidencial nº 519, de 13 de maio de 1992, durante a gestão do presidente Fernando Collor de Mello. A necessidade de implementar políticas públicas de incentivo à leitura foi o motivador da criação, há 15 anos, do Programa Nacional de Incentivo à Leitura. E hoje, em Alagoas, esses dois eventos reafirmam a propriedade da idéia e o sucesso do esforço de todos os agentes públicos empenhados nessa missão. Seguem válidos os objetivos do Proler, a saber: promover o interesse nacional pela leitura e pela escrita, considerando a sua importância para o fortalecimento da cidadania; Promover políticas públicas que garantam o acesso ao livro e à leitura, contribuindo para a formulação de uma Política Nacional de Leitura; Articular ações de incentivo à Leitura entre diversos setores da sociedade; Viabilizar a realização de pesquisas sobre livro, leitura e escrita; e Incrementar o Centro de Referência sobre leitura. Ler e escrever, além de ser a base para todo o aprendizado, constituem-se na pedra angular da evolução cultural. Não se aprende a ler e escrever e ponto final, o processo leitura & escrita é necessariamente continuado e especialmente os setores menos favorecidos da sociedade precisam de programas permanentemente voltados à emulação desse processo tão simples e elementar como prioritário e indispensável. Ao festejar seus 15 anos, o Proler tem o que comemorar ? mas tem muito que reivindicar: mais recursos, mais engajamento dos poderes públicos, mais apoio da iniciativa privada.