Opinião
Sob a for�a do sol - Editorial
Cerca de 300 prefeitos das cidades brasileiras deverão estar reunidos, hoje, em Brasília, para participarem de um seminário cujo objetivo é a discussão de opções de investimento e utilização da chamada ?energia limpa?. Estará em pauta a energia solar. A promoção do evento é da Associação Brasileira das Empresas de energias Renováveis (ABEER) e da União Nordestina dos Prefeitos (UNEP) ? o que faz todo sentido, pois o sol causticante a reafirmar seu poder nesses tempos de verão deveria iluminar as consciências dos políticos e empresários do Nordeste para uma melhor utilização desta fantástica fonte de energia. Vamos esperar que eventos como esse aqueçam a inteligência e a capacidade realizadora de todas as pessoas que possam jogar algum papel no avanço das pesquisas práticas sobre a energia solar Segundo estudos, as chamadas energias renováveis, como a energia solar fotovoltaica, têm apresentado crescimento de 40% ao ano, com destaque (como sempre) para a para a rapidez do mercado chinês, onde, em 2002, produzia 10 MW; em 2006, atingiu 160 MW e com previsão de chegar a 1000 MW em 2010. Esses estudos apontam o Brasil estacionado no mesmo patamar no qual estavam situados os chineses há cinco anos, produzindo meros 12 MW em sistemas isolados e 80 KW em sistemas coletados à rede elétrica. Enquanto isso, no ensolarado Nordeste, a força do astro-rei é entendida num espectro mais ou menos restrito de opiniões desde uma bênção para o turismo praieiro até um flagelo no perímetro da seca. Mas, fora uma ou outra experiência isolada, quais são mesmo as tentativas articuladas, baseadas na pesquisa sistemática, de utilizar o sol como fonte de energia renovável produtiva, vinculada a sistemas sustentáveis? Bom será que as autoridades reunidas em torno desta questão, enfim, iluminem-se.