Opinião
Nova York, cidade sempre atraente
| Lysette Lyra * Depois de assistirmos ao longo desfile, organizado pelas comunidades espanholas de Nova York, fomos almoçar no Alfredo?s de Roma aquela macarronada inimitável. Há outros restaurantes de origem italiana onde se come muito bem na Big Apple, como: o Bice, o Ciprianno, o Baltazar, etc. Junto de nossa mesa quatro senhoras, falando alemão, nos chamaram a atenção pelos seus trajes e aparência elegantíssimos. Nesta época do ano todas as lojas fazem liquidações. Os preços baixam, às vezes, 70%. E a variedade do que existe para comprar é infindável. Encontramos de tudo, proveniente de todos os lugares do mundo. Entre a 38 e a 29 streets com as 6º,7ª e 8ª avenidas fica o quarteirão da moda. Tecidos lindos, passamanarias encantadoras, contas para as várias utilidades, botões, fivelas, enfim tudo que a moda exige, encontramos por lá. Mesmo que não se deseje comprar, vale a pena olhar as vitrines. Os teatros, na sua maioria situados na Broadway, exibem variados espetáculos. Outros como: o Carnegie Hall, o Metropolitan, o Ballet de Nova York ficam entre a 57 e a 100ª avenidas. Desta vez só conseguimos ir ao Carneguie Hall, os outros estavam lotados. Havia uma quantidade enorme de pessoas na cidade, ficava até difícil transitar pelas ruas. Assistimos a uma apresentação da orquestra sinfônica de Creveland, uma das melhores do mundo. Regida pelo competente maestro Franz Welser-Möst. No programa, a Sinfonia nº 28 de Wolfgang Amadeus Mozart, Guide to Strangers Places de John Adams e a Sinfonia nº 6, a ?Pathétique?, de Piotr Ilych Tchaikovsky. Passamos admiráveis momentos escutando essas maravilhosas peças tão bem conduzidas. Ficamos a refletir na riqueza que é para um povo, possuir um governo que cuida tanto da cultura. Todas as cidades americanas médias e grandes possuem suas orquestras de boa qualidade. Porque, no Brasil, os políticos são tão indiferentes à educação? Si não roubassem e desperdiçassem tanto o dinheiro do País, e se fossem escolhidas, para governar, pessoas cultas, esse problema seria bem mais cuidado. Vi, com muita alegria, surgir a primeira orquestra sinfônica, de Maceió, através da boa vontade de algumas figuras dedicadas à música. Jovens esforçados, amantes da harmonia, se revelaram num pequeno concerto executado no Teatro Gustavo Leite, na última semana. Gostamos muito de ouvi-los. Esperamos que essa idéia se transforme em realidade. Que todos os alagoanos contribuam para que ela se concretize. A música é uma sublime criação da alma. Uma mostra da cultura de um povo, na sua forma mais agradável. (*) É escritora.