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Pol�ticas ambientais - Editorial

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Dois países correm risco de isolamento numa importante reunião internacional sobre meio ambiente que se realiza em Bali, na Indonésia. Por razões distintas, Estados Unidos e Brasil estão sob a mira dos ambientalistas. Aberta na segunda-feira e com término previsto para o dia 14 de dezembro, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas está chamando a atenção de todos os que se preocupam com as questões ambientais. No caso dos Estados Unidos, a cisma da maioria diz respeito à resistência dos americanos em ratificar (ou mesmo reconhecer) o Protocolo de Kyoto ? compromisso internacional no qual os signatários se comprometem a reduzir a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa. A bronca com o Brasil deve-se à timidez do nosso País em combater de forma mais eficiente o processo de desmatamento das nossas florestas tropicais, cujo alvo principal é a Amazônia. Em pauta, questões mais complexas que as supostas pela propaganda verde, pois cada caso envolve decisões que, de uma forma ou de outra, interferem com os processos de industrialização e crescimento econômico de cada País. Os Estados Unidos não querem nem ouvir falar em reduzir sua produção industrial para diminuir a emissão de gases (a China pensa da mesma forma). E o Brasil, com ações governamentais pífias, incapazes de resultar em um mínimo de controle e manejo para as áreas de desmatamento, sofre pesadas críticas. O mais importante nesse processo, porém, é o crescimento do poder de pressão da causa ambientalista. Ainda muito marcada pela paixão, a ?onda verde? tem conseguido atrair cada vez mais a opinião pública e aumenta seu peso político global. Será melhor para o mundo se países como Brasil, China e Estados Unidos prestarem mais atenção ao que se discute em fóruns como esse.

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