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Riscos e sa�das - Editorial

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Mesmo que ainda limitado aos círculos ambientalistas, aquece o debate sobre a questão dos biocombustíveis. De um lado, fortalecem-se os argumentos acerca dos problemas anunciados, de outro, apresentam-se números encorajadores. Segundo a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, os benefícios divulgados sobre o etanol ?escondem que a expansão de monocultivos para esta produção destruirá florestas, causando maior emissão de gás carbônico para a atmosfera?. Por sua vez, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), anunciou que ?políticas de combate ao aquecimento global estão ajudando a gerar novos postos de trabalho? e contabilizou ?500 mil novos empregos criados no Brasil, graças ao etanol?. Em seu estudo, a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos avalia: ?No Brasil, a cana-de-açúcar é uma das maiores apostas do governo para ser transformada em biocombustível. Mas o impacto sobre o solo e as fontes de água potável é uma preocupação, pois o cultivo e o processamento da cana, além de necessitarem de grande quantidade de água ? cada litro de etanol produzido dentro da usina, em circuito fechado, consome cerca de 12 litros de água ?, utilizam produtos químicos?. Para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, além do etanol ter gerado, nessa sua atual fase, meio milhão de empregos no Brasil, nos Estados Unidos, os chamados empregos verdes na indústria do meio ambiente geraram mais de cinco milhões de postos somente em 2005. De acordo com o Pnuma, o número é 10 vezes maior que o da indústria farmacêutica. Na verdade o mundo precisa das duas coisas: empregos e saúde ambiental. A missão da hora, da da fácil, é encontrar uma resposta que atenda às duas questões ao mesmo tempo. Naturalmente.

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