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Rodovias do perigo - Editorial

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Dentre os problemas crônicos que teimam em flagelar Alagoas destaca-se a péssima qualidade e precária segurança de nossas estradas. Não é problema novo, nem muito menos uma mazela exclusiva de Alagoas. Mal antigo em nosso Estado e no Brasil, que tem nos castigado com muito mais força nos últimos anos. Repetimos aqui alguns dos números estarrecedores que dão conta desta tragédia brasileira: 24 mil pessoas morrem, por ano, devido a acidentes nas estradas brasileiras, onde ocorrem, em média, 723 sinistros a cada dia (numa média de 30 por hora ou uma tragédia a cada dois minutos). A manchete de ontem da Gazeta de Alagoas indicava seis mortes e 19 feridos em quatro acidentes. O site nacional SOS Estradas, ontem, registrava seis notícias sobre acidentes fatais em estradas alagoanas apenas neste mês de dezembro (que nem chegou a metade dos dias indicados no calendário). São imensas as chances de acidentes em quaisquer estradas alagoanas. Como a obedecer uma espécie de cláusula pétrea da morte, nossas rodovias mantêm-se rigorosamente esburacadas, pessimamente sinalizadas, desprovidas de acostamentos e tudo mais que possa dificultar a tragédia. Uma luz, ainda tênue, parece piscar na boca do túnel tenebroso de nosso sistema rodoviário: é a promessa da duplicação da pista ligando Maceió a Barra de São Miguel. É pouca coisa, mas será um bom começo ? que deveria ser seqüenciado pela duplicação das rodovias principais até Pernambuco e até Sergipe, desenhando assim um mínimo de contemporaneidade para as estradas de um Estado que diz apostar no turismo como uma excelente alternativa econômica. Naturalmente, quando se fala em duplicar, entende-se como modernizar ? ou seja: pistas seguras, íntegras, sinalizadas corretamente, dotadas de acostamentos, retornos e manutenção.

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