Opinião
N�meros deplor�veis
Estudo recente da Organização das Nações Unidas (ONU) posiciona abaixo da linha de pobreza quem vive na base de US$ 80 mensais. Sendo assim, estão nessa situação nada menos de 50 milhões de brasileiros que formariam o segmento dos considerados indigentes pelo próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O País já tinha, em dezembro de 2000, 20 milhões de aposentados e pensionistas. A maioria (quase 14 milhões) vive hoje o salário mínimo de R$ 200, que continua sendo um dos menores em todo o mundo. Os 6,5 milhões restantes recebem pouco mais de quatro mínimos. E eles têm sob sua custódia 2,5 pessoas dependendo desses parcos rendimentos. A sobrevivência dessa expressiva parcela da população fica cada vez mais complicada com a queda do poder aquisitivo e a onda crescente do desemprego, com o índice oficial já atingindo 7,7% do total de pessoas economicamente ativas ? o maior desde maio de 2000. E mais o agravamento do quadro devido à queda na renda do trabalhador pelo 16o mês consecutivo. O que não dizer em relação aos brasileiros que têm que viver com menos do salário mínimo, mesmo trabalhando, e do segmento dos que vivem de ?bicos? e na mendicância? A realidade só poderia ser esta no País que tem seus problemas econômicos e sociais alimentados pelos altos juros. Como se já não bastasse o fato de termos uma das maiores cargas tributárias do planeta, que impede o surgimento de uma quantidade satisfatória de novas vagas no mercado de trabalho. E sermos o país com o segundo maior número de desempregados no mundo. A nação brasileira não pode continuar sendo cada vez mais sacrificada pelos drásticos efeitos da atual política econômica que só tem agravado a recessão. Sem os investimentos necessários à expansão e à diversificação das fontes geradoras de emprego e renda. Temos que buscar o nosso verdadeiro desenvolvimento com projetos que estimulem os investidores nas diversas áreas, melhorem a qualidade dos serviços públicos. Investindo mais em programas de resultados duradouros e não meramente eleitoreiros. Contra o analfabetismo, ainda gravíssimo, principalmente no Norte e Nordeste, e a todas as causas do empobrecimento e miséria alarmantes.