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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Avan�o da cidadania - Editorial

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Anteontem, entidades representativas do empresariado alagoano, reunidas em torno da centenária Associação Comercial de Maceió, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil, decidiram ? em ótima hora ? conclamar a população alagoana para uma tomada de posição (firme e conseqüente) sobre a onda de denúncias que se abateu sobre o Estado. Apropriadamente, a nota exarada desta reunião evita cair na fraseologia fácil, típica dos arroubos dos donos da verdade. Publicada hoje, não antecipa julgamentos nem atiça linchamentos morais. Amadurecidamente, as entidades propõem um conjunto de medidas objetivas e transparentes. Perfeitamente exeqüíveis, absolutamente necessárias. Valoriza proposições apresentadas até agora, como a da auditoria nas contas do Poder Legislativo, e apóia a realização de procedimentos como a audiência pública na Comissão de Orçamento da Assembléia; e propõe a indispensável apresentação detalhada da aplicação dos hoje famosos duodécimos (de todos os segmentos detentores dessa prerrogativa legal). Interessa a todos os poderes constituídos de Alagoas (especialmente, hoje, ao Legislativo) o completo esclarecimento do uso dos dinheiros públicos. A partir daí, o resultado mais positivo será o enxugamento dos gastos, cuja adiposidade evidente recomenda uma radical dieta. Os acusados? Esses devem ter todos os direitos assegurados, inclusive a presunção de inocência, em suas prestações de contas frente à Polícia Federal, ao Ministério Público e a Justiça. Quem tiver culpa deverá pagar por seus crimes ao fim e ao cabo dos inquéritos e processos em curso. E enquanto isso? A hora é agora para a abertura das caixas-pretas, sem medos, sem perseguições. A transparência ajudará a todos e o Estado poderá, enfim, fazer um uso mais racional do erário.

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