Opinião
Resultados preocupantes
| Vinícius Maia Nobre * Órgãos de pesquisas nacionais e internacionais vêm publicando estatísticas as mais diversas do Brasil e de outros países. Servem elas para que os governantes e a sociedade tomem decisões acertadas no tocante ao emprego de recursos e esforços para debelar mazelas que denigrem, enxovalham e reduzem a qualidade de vida de sua população. Recentemente o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) revelou que o aluno brasileiro é o pior da América latina em matemática. Na avaliação de capacidade de leitura ficou na 50ª posição e na de capacidade científica, só ficou à frente da Colômbia. Dos 57 países avaliados, 30 fazem parte da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). É grande a preocupação com o futuro dos nossos jovens e em conseqüência de nossa pátria. Muitos acham que sem leitura, sem conhecimentos científicos ou um mínimo de matemática ?dá para levar? a vida. Não faltam exemplos para que a educação do País vá de mal a pior. Perguntado sobre a pesquisa Datafolha referente a um 3º mandato, o presidente Lula afirmou: ?A pesquisa diz que 63% das pessoas são contra a reeleição (para o terceiro mandato). Se tivessem me pesquisado, tivessem me entrevistado, não seriam 63%, seriam 64%. Porque eu sou o primeiro a dizer que é um absurdo você tentar mudar a Constituição?. O presidente sabia que o universo pesquisado chegou próximo de 12000 eleitores, mas não sabe que 1% desse universo se aproxima de 120. Estava bom de voltar às bancas de escola para estudar percentagem. Quanto a expectativa de vida do brasileiro destaque-se que houve uma melhoria significativa ficando a média em 72,3 anos quando na década de 60 era de 54,6 anos de vida. Infelizmente Alagoas figura com a mais baixa taxa, confirmada pelo IBGE, em 66,4 anos. Também com índice que nos enodoa como povo civilizado, a mortalidade infantil bate na casa dos 51,9 por mil, enquanto o que mais se aproxima é o Maranhão, com 40,7. A falta de saneamento básico é a causa principal desses índices. Um dos melhores situados nessas pesquisas, o Rio Grande do Sul, tem 70% dos seus domicílios ligados à rede coletora de esgotos, 83% com água, nós só temos 31%, a despeito de Maceió ter a 20 anos um sistema de tratamento com destinação final de esgoto e 64% dos domicílios com água. Vontade política nos falta para expandir as redes. As ?forças do progresso? nada fizeram para reduzir a patamares aceitáveis o número de ?anjinhos?. (*) É engenheiro.