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Cr�ticas apropriadas - Editorial

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Não se pode negar a atual gestão da Prefeitura de Maceió na diligência quanto a obras urbanas. Mas por outro lado, constata-se que a capital tem sofrido prejuízos consideráveis em termos de investimentos em projetos sociais. Aplausos são tão válidos quanto as críticas, quando estas se distanciam do apupo motivado pela inveja e aqueles afastam-se do louvor bajulatatório. Justos são os aplausos pelo esforço que resulta transformar Maceió num canteiro de obras. A cidade delas precisa. Justas são as críticas pela desatenção explícita com a qual a prefeitura maceioense tem tratado as relações para com os órgãos do governo federal (especialmente na área social). É inaceitável o descrendenciamento do município de Maceió junto ao Ministério da Ação Social. Na capital estão concentrados os maiores bolsões urbanos de miséria do Estado. Deixar-se excluir dos programas sociais federais é um erro de grandes proporções, falha essa causadora de enormes prejuízos, alguns quiçá irrecuperáveis. Igualmente, permitir-se ficar de fora do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) pode ser interpretado como um ato de radicalização da insegurança pública na qual a população alagoana (e especialmente a maceioense) é mergulhada mais e mais a cada dia. Até agora, 63 municípios brasileiros já firmaram o convênio que lhes assegura a participação no Pronasci. Relembrando: o Pronasci prevê um investimento da ordem de R$ 6,7 bilhões nas 12 regiões metropolitanas brasileiras com maiores taxas de homicídios. Maceió está incluída com destaque nesse ranking de malefícios de horror, mas se deixou excluir da lista com benefícios reservados para minorar essa tragédia. Criticar tal erro e cobrar a reversão dessas falhas são indispensáveis gestos de cidadania.

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