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Tempo de despertar

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| José Medeiros * A chegada do fim do ano traz uma aura de renovação. Chega às nossas mentes e aos nossos corações um desejo de mudar, o que não tem dado certo, e de executar velhos projetos engavetados. No entanto, de nada adiantará tais desejos, se realmente não nos posicionarmos no sentido da mudança. Por outras palavras, para iniciar um ano-novo que realmente mereça tal nome, é necessário fazer por merecê-lo, é preciso renovar-se. Mas, na prática, o que acontece quase que inevitavelmente é a preocupação excessiva com os presentes, alimentos e vestimentas especiais para o transcurso das festividades. Claro que a passagem de tão importante fase do ano merece cuidados exclusivos. Podemos até dizer que se trata de um ritual e, como tal, os assuntos que transcendem o visível devem ter espaço privilegiado. Entretanto, é tempo de despertar, é tempo de quebrarmos o casulo que insiste em se formar em torno de nós, como armadura de defesa, e repensarmos valores e práticas, ponderando sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixarmos renascer a criança pura, inocente e cheia de esperança que mora em nossos corações. Ou seja, é tempo de contemplarmos o grande exemplo do menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale pelo que é e faz, e não apenas pelo que possui. O Natal é uma época festiva, não restam dúvidas sobre isso, mas se espera que cada olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do renascimento interior. Essa é uma grande oportunidade para que as famílias exercitem o sentimento nobre que deve nos acompanhar durante os doze meses de um ano, verdadeiramente, novo. Que neste fim de ano você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que ele traga raios de luz para iluminar caminhos e transformar corações, a cada dia, fazendo com que vivamos sempre com o verdadeiro sentido da comunhão. Esse novo momento é uma grande oportunidade de refazer planos, reconsiderar equívocos e retomar caminhos para uma vida plena, pois somos presenteados com outras trezentas e sessenta e cinco novas oportunidades de dizer à vida que, de fato, queremos ser plenamente felizes. Desejamos a todos vocês um ano, realmente, novo. (*) É médico e ex-secretário da Educação e Saúde.

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