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Nº 5655
Opinião

Construtores XXVII .

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Por Laurentino Veiga - ex-professor do Cesmac | Edição do dia 23/01/2024 - Matéria atualizada em 23/01/2024 às 04h00

O jornalista Carlos Moliterno (15.03.1912 - 19.05.1998), nascido no bairro do Farol, filho de Vicente Moliterno e Rosa Moliterno, italianos do Província de Tórtora, Calabria. Aprendeu suas primeiras letras no Colégio 11 de Janeiro, do professor Higino Belo que era situado onde funcionou o Colégio de São José. Com a morte prematura de seu genitor, aprendeu o ofício de alfaiate e, por conseguinte, conheceu os escritores famosos da época, despertando, assim, seu gosto pela leitura de bons livros. Em 1936, começou a trabalhar como gerente da Cia. Souza Cruz, e em 1952, foi trabalhar como gerente da Importadora Auto Peças Ltda. Em 1962, fora nomeado Diretor da Imprensa Oficial (SERGASA), onde permaneceu durante 15 anos.

Em fins de 1964, ocupou cargo no Sindicato da Indústria do Açúcar, nascendo a então poderosa Associação dos Produtores do Açúcar, terminando como funcionário. Em 1966, fora nomeado Diretor do Departamento Estadual de Cultura e nesse mesmo ano, Chefe de Gabinete da Secretaria de Educação e Cultura. Em 1975, ocupou o cargo no Departamento de Assuntos Culturais (DAC-SENEC), onde trabalhou assessorado pela companheira-esposa Anilda Leão.

Em 1953, recebeu da Casa de Demócrito Gracindo o Prêmio Othon Bezerra de Mello pelo seu livro de poesia, Desencontro, concorrendo mais tarde a vaga deixada pelo jornalista Costa Rego na Academia Alagoana de Letras, sendo saudado pelo folclorista viçosense Théo Brandão. Em 1963, ingressou no vetusto Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, ocupando a cadeira do poeta Júlio Auto, sendo saudado pelo historiador e poeta Jaime de Altavila. Competente jornalista pontificou no extinto Jornal de Alagoas, bem como na Gazeta de Alagoas escrevendo Colunas Literárias, em várias revistas com Arnoldo Jambo, Francisco Valois e Silvio de Macedo. Sócio correspondente da Academia de Letras de São Paulo. Em 1985 fora eleito Presidente da Academia Alagoana de Letras, onde permaneceu até o dia do seu falecimento. Deixou marcas indeléveis que a poeira do tempo não conseguirá apagar.

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