loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 03/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A desrazão do abandono infantil .

.

Ouvir
Compartilhar

O poeta brasileiro Fabrício Carpinejar expressou a ideia de que “na infância bastava... o Sol lá fora e tudo se resolveu”, frase que ganhou atribuição a ele nas redes sociais. No entanto, para muitas crianças brasileiras, um dia ensolarado no quintal está longe de resolver seus desafios.

A infância é frequentemente considerada como uma fase inicial do desenvolvimento humano, mas insistir nessa perspectiva de limitar a uma condição passageira é desrazão. Na verdade, a infância é um período crucial para aprendermos sobre nós mesmos como assuntos sociais e sobre o mundo ao nosso redor.

O título deste artigo questiona a desrazão que a sociedade submete a existência infantil a um contexto complexo, enfatizando a importância de mudanças efetivas e do comprometimento com políticas que garantem o cuidado e o respeito à infância brasileira.

Ao examinar o Cenário da Infância e Adolescência no Brasil/2023, da Fundação Abrinq, percebe-se que a infância brasileira enfrenta desafios significativos. O documento visa organizar indicadores em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU na Agenda 2030. O cenário do documento revela que o Brasil possui uma grande população infantil, estimada em 68,6 milhões de crianças de 0 a 19 anos em 2022, a maioria residindo em áreas urbanas.

Shorts Youtube
Play
Agosto Lilás: Casa da Mulher Alagoana reforça atendimento às vítimas de violência doméstica

Agosto Lilás: Casa da Mulher Alagoana reforça atendimento às vítimas de violência doméstica

Play
Lira defende caminho ao centro e tenta se afastar de polarização na disputa ao Planalto

Lira defende caminho ao centro e tenta se afastar de polarização na disputa ao Planalto

Play
PSDB só terá espaço para indicar nome ao governo em eventual chapa com UP e PL

PSDB só terá espaço para indicar nome ao governo em eventual chapa com UP e PL

Play
Federação Brasil da Esperança define candidatos durante convenção em Maceió

Federação Brasil da Esperança define candidatos durante convenção em Maceió

Play
Deputado critica postura de funcionário de loja durante ato petista; rede se posiciona

Deputado critica postura de funcionário de loja durante ato petista; rede se posiciona

Apesar de o Brasil oferecer educação básica gratuita e obrigatória, o acesso à educação de qualidade é limitado, e desigualdades na distribuição de recursos educacionais persistem. O número de estabelecimentos educacionais não atende à meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação. Além disso, os desafios relacionados à saúde, ao acesso à água e ao saneamento, e as implicações do trabalho infantil prejudicam sobremaneira a qualidade de vida das crianças brasileiras.

Uma realidade trágica é evidenciada nas estatísticas: milhões de pessoas vivem com renda domiciliar mensal de até meio salário-mínimo, e a maioria das crianças entre 0 e 14 anos vive em famílias com renda de ½ salário ou mínimo. A violência, a exploração sexual, a falta de acesso à água e ao saneamento, e o trabalho infantil persistem como sérios problemas.

Apesar das leis e regulamentações destinadas a proteger os direitos das crianças, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, a infância brasileira enfrenta condições complexas e muitas vezes violentas. A invisibilidade dessas questões prejudica a existência infantil, impactando seu desenvolvimento emocional, educacional e físico.

A linguagem lúdica das crianças, singular e expressiva, permite que ela enfrente as adversidades com criatividade e imaginação. No entanto, é crucial promover discussões construtivas sobre os problemas que afetam a infância no Brasil, buscando compreender e atender às necessidades específicas das crianças.

Relacionadas