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Sangria a estancar - Editorial

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Passados os primeiros momentos escandalosos causados pelo impacto da largada da Operação Taturana, a serenidade dos encaminhamentos normais do processo faz com que as atenções cidadãs sejam redobradas no acompanhamento da démarche do caso. É normal que o desfecho dos processos em curso leve um tempo maior que o desejado pela cidadania ? que, naturalmente, anseia por veredictos urgentes, sem mais delongas capazes de responder às aspirações por justiça da população alagoana. É essencial para quaisquer processos o cumprimento das etapas sem protelações nem açodamentos. Aos acusados não se pode negar o direito de defesa, nem a presunção de inocência, mesmo estando a sociedade sob profunda indignação em decorrência do escândalo denunciado e fartamente apoiado em provas objetivas. Porém, enquanto os inquéritos seguem seus trâmites, as coisas não podem ir adiante como se nada tivesse acontecido. Urgem atitudes práticas e imediatas, por parte dos poderes envolvidos, voltadas para responder aos escandalosos fatos denunciados. Este é o caso do polêmico duodécimo do Poder Legislativo. Não tem lógica serem mantidos os estratosféricos dispêndios quando sobre tais valores pesam mais que suspeitas ? são irrefutáveis as evidências e provas levantadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal sobre o gigantesco desvio de recursos. Não é coisa de somenos importância a denúncia de desvio da ordem de R$ 200 milhões de reais em cinco anos de falcatruas (R$ 40 milhões por ano). E, considerando isso, como ficam os atuais dispêndios do Poder Legislativo? Continua a sangria até que todo o processo seja concluído? Ou a carruagem de ouro segue seu trotar até o término da auditoria independente que ainda nem começou? São perguntas para as quais não cabem respostas evasivas.

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