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O apag�o da qualifica��o

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| Régis Cavalcante * O mundo mudou, está mudando, como também muda todo o dia o mundo do trabalho. Se foi o tempo que um caldeireiro de usina era o sujeito que abria e fechava torneira. Ele é hoje um profissional especializado e introduzido no mundo da informática para com maestria exercer sua função em uma unidade industrial. O principal setor da economia alagoana está com cinco mil postos disponíveis e o mercado de trabalho em um verdadeiro paradoxo não oferece esta mão-de-obra qualificada, mesmo com tanta gente desempregada. O diagnóstico apresentado na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e Álcool, aponta para a necessidade de suprir essa expectativa de crescimento do setor, por meio de qualificação dos trabalhadores já contratados com baixa escolaridade, e com necessidade de atualização tecnológica, assim como de trabalhadores desempregados, que buscam entrar ou retornar a este mercado de trabalho. O caminho para superar este problema foi criar um Plano Setorial de Qualificação. O Estado de Alagoas sai na frente e investe no capital humano. Para tanto, logo agora em janeiro de 2008, a previsão é qualificar 231 trabalhadores em situação de desemprego e requalificar 539 de empresas em processo de modernização tecnológica, num total de 770 beneficiários. O desafio é grande e os prejuízos são enormes causados pela falta de trabalhadores qualificados, revela um cenário angustiante político-econômico do País, com profundas implicações para nosso futuro enquanto nação, em um mundo cada vez mais globalizado. A economia está demandando gente com mais escolaridade e há um déficit nesta questão. O problema é duplo: pouca escola e má escola. Dos 96 milhões de brasileiros que formam a população economicamente ativa, a metade só tem o primeiro grau completo. Falta mão-de-obra qualificada no País. No Leste europeu, um dos alvos da Vale do Rio Doce, agora chamada ?Vale?, para suprir suas deficiências de pessoal, há mão-de-obra educada, fluente em duas, três línguas. De quantos brasileiros diplomados por faculdades se pode dizer o mesmo? Esse é o tamanho do nosso desafio. Por falta de vontade política estamos vivendo o apagão da qualificação. A Secretaria do Trabalho de Alagoas foi buscar 423 mil reais para iniciar esse desafio de preparar mão-de-obra em Maceió, São Miguel dos Campos, São Luís do Quitunde e Coruripe. Serão neste primeiro momento 770 educandos com a certeza de inclusão no mercado de trabalho, que está impulsionado pela expectativa que até 2012 a produção nacional de cana-de-açúcar chegue a cerca de 700 milhões de toneladas. (*) É secretário estadual do Trabalho.

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