Opinião
Ritmo lento .
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Durante evento realizado ontem em São Paulo, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse que o mundo tem avançado em ritmo lento nas ações de enfrentamento à crise climática.
Segundo ela, o mundo tem desperdiçado recursos em atividades que estão contribuindo para aumentar a crise climática. Esse cenário pode trazer impactos negativos no desempenho das economias mundiais, caso os governos não comecem a colocar a transição energética como foco.
Georgieva admitiu que será necessário criar instrumentos adequados para financiar a transição climática, porque faltam recursos para essa finalidade. Atualmente, os investimentos dos países permitem uma redução de apenas 11% nas emissões de carbono, mas o objetivo é chegar entre 25% e 50%.
Cada vez mais fica claro que é essencial e urgente reunir esforços em torno de soluções climáticas reais, práticas e significativas que estejam à altura da escala da crise climática. O mundo não pode se dar ao luxo de atrasos, indecisões ou medidas insuficientes e, nesse aspecto, o Brasil tem muito a contribuir.
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