Opinião
Águas de março .
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Nem é pau, nem é pedra, mas pode ser o fim do caminho, contrariando aqui a conclusão dos versos de Tom Jobim.
Prestes a iniciarmos o terceiro mês do ano, um somatório de problemas (de toda ordem), povoa não só nosso Brasil, mas outros países.
Dentre as tantas preocupações que temos, presentemente, tais como a interminável Guerra entre Rússia e Ucrânia; ou a que se trava no Oriente, entre Israel e a Palestina; um problema de proporções incalculáveis vem literalmente tirando o nosso saudável sono.
Trata-se de um mais que sentido aumento da temperatura no Ambiente, mal acompanhado de uma irregular distribuição pluviométrica, nos últimos meses.
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Atualmente, já não é mais possível se fazer previsão de tempo com grandes chances de acerto, já que as alterações causadas ao Meio Ambiente nas últimas décadas geraram irregularidades, sendo possível ocorrer enchentes, onde antes o volume de chuvas era ínfimo e o calor infernal.
Ao passo que em outros lugares, em que havia fartura de chuvas e clima frio, experimenta-se uma verdadeira estação seca, com altas temperaturas, não sendo raro beirar os 50 graus.
O que desafia mais ainda os que lidam com essa questão, é admitir que já não existe mais possibilidade de se reduzir o indesejável aumento da temperatura do Planeta, restando-nos lutar para que o status ao menos se mantenha.
Indubitavelmente, embora ainda existam opiniões contrárias, o que mais contribuiu para que chegássemos a esse nível desastroso, foi a conduta humana, seja de forma omissiva ou comissiva.
Os exemplos mais conhecidos de ação humana que causaram o aumento da temperatura na Terra seriam o sempre progressivo desmatamento e a terrível poluição, com seus drásticos efeitos na camada de ozônio, mas o buraco é mais embaixo do que nossa vã filosofia pode imaginar.