loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A Arquitetura do Caos: O Perigo das Redes Sociais

.

Ouvir
Compartilhar

Em 2017, um grupo muito ativo nas redes sociais nos EUA, o QAanon, denunciava a “Elite do partido Democrata por tráfico internacional de crianças, pedofilia e de ser composto por comunistas que queriam dominar o país”. Por mais inverossímil, aquilo prosperou e explodiu com as “notícias’ de que a eleição de Biden tinha sido fraudada. Como resultado, ocorreu a invasão do Capitólio em 06/01/2021 e, 3 anos depois, existe a maior investigação da história do Departamento de Estado, ainda sem prazo para encerrar, com mais de mil denunciados e mais de 250 presos por Terrorismo Interno.

Aquele foi um exemplo do resultado do uso das Teorias da Conspiração, da desinformação e das fake news nas redes sociais. É difícil entender como existindo tanto conhecimento disponível e há tanta ignorância, o que cobra espaço para estudos e publicações, como no livro “Os Engenheiros do Caos”, de Giuliano Da Empoli, que disseca o mal uso das redes sociais, o que alçou-se às maiores preocupações humanas, como vimos pelo que aconteceu no Brasil durante a pandemia de Covid-19 e no pós-eleições de 2022.

A literatura internacional e a ciência explicam porque as pessoas adentram esse caminho tortuoso. O psicólogo Peter Ditto, da Universidade da Califórnia, “detecta entre esses adeptos insegurança, ansiedade, sensação de desordem pessoal. Eles buscam inimigos imaginários e aceitam explicações de conspirações que os culpem.Têm imensa dificuldade para lidar com o fracasso, uma ocorrência inevitável à condição humana. São imaturos e aceitam explicações de conspiração que culpem outros”.

Emilly Thorson, da Universidade de Syracuse, expõe os “Ecos de Crença”, que é a resposta obsessiva e emocional às (des) informações que podem se perpetuar até mesmo após a constatação de que são falsas e os fazem defender causas não comprovadas e absurdas, como o uso medicações ineficazes em pandemias mortais. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MITT) trabalha com o “Viés de Confirmação”, que é a tendência da pessoa a aceitar informações que confirmem suas crenças preexistentes mesmo que sejam falsas, pois assim evitam a ansiedade e conflitos pessoais.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

A propagação de notícias falsas assume uma conotação de gratificação pessoal. Cada vez que propagam uma fake news, isso lhes dá mais uma dose de dopamina na circulação, e quanto mais a disseminam, mais ficam entusiasmados. A exposição frequente e repetida às fake news torna-se uma dependência emocional. Estudos mostram que as notícias falsas se espalham com uma velocidade mil vezes maior do que as verdades. Mas isso não é espontâneo. Por trás, existe malandro manipulando e ganhando dinheiro com essas milícias digitais. O Centro Universitário Cesmac, em sua Extensão, abre suas respeitáveis portas no dia 6 de março para debater essa questão, uma das mais importantes da atualidade.

Relacionadas