Opinião
Multid�o cidad� - Editorial
Em apenas um ano 815,5 mil eleitores se filiaram a um dos 27 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número de filiados em todo Brasil chegou, em novembro de 2007, a 12,4 milhões dentre 127,2 milhões de pessoas aptas a votar. Em novembro de 2006, as agremiações políticas não somavam mais de 11,5 milhões de filiados dentre 125,7 milhões de eleitores. Surge, como indicam os números divulgados pelo próprio TSE, mais um ponto positivo em relação à política partidária no País. Afinal é um dado em prol da democracia, por exemplo, o fato de uma população de três milhões de almas, como a alagoana, dispor de 1,8 milhões de eleitores. E em termos de filiados, contamos com um contingente de aproximadamente sete mil cidadãos. A nação brasileira já deve estar alimentando as esperanças de que nas eleições para as prefeituras e câmaras municipais, em outubro próximo, sejam vencedores nas urnas políticos realmente preocupados com os problemas nacionais. Que os eleitos dediquem-se a lutar para resolver as carências, a insuficiência de investimentos em obras de infra-estrutura, em soluções para as necessidades crônicas e assustadoras na área social em seus municípios. Que os sufragados pelas urnas não priorizem seus interesses pessoais nas ocasiões em que tiverem de gastar o dinheiro do povo. Viveremos mais um processo eleitoral, mais uma festa da democracia ? ainda sem as reformas políticas nas proporções de há muito necessitadas no Brasil. E não há mais tempo para que elas sejam plenamente discutidas, aprovadas e tenham a execução iniciada no decorrer do ano. Mas o mais importante é atentarmos que é nesse processo eleitoral, mesmo imperfeito, que o voto popular decide o futuro imediato do País. Que esses milhões a mais de filiados justifiquem suas opções conscientes, na prática.