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O grande vil�o

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| Marcos Davi Melo * Quem ainda não se decidiu a escolher quem será o grande vilão público de 2008, esta coluna faz suas poucas e modestas sugestões, para entre tantas mazelas, escolher uma delas: primeiro, apenas por ordem de entrada, não por nível de aporrinhação , sugerimos o pós-CPMF, com as suas repercussões financeiras e principalmente políticas e o pepino da Assembléia Legislativa de Alagoas. Quem quiser mais, não terá muitas dificuldades para acrescer esta abominável lista. Sugerimos ainda, subsídios preliminares para avaliar a questão da CPMF: o governo federal esbraveja com o corte de 20 bilhões do orçamento de 2008; mas isto representa apenas 3.5% do total previsto de despesas, que é de 560 bilhões de reais. Acrescente-se a isto os dados consolidados de que os gastos estatais têm aumentado enormemente nos últimos anos, principalmente no que se refere aos salários dos três níveis de poder. Os defensores da gastança pública dirão que isto é insignificante, pois o PIB cresceu 5.2% em 2007. Isto é uma verdade relativa; embora acima do medíocre crescimento de 3.7% de 2006, o crescimento do PIB brasileiro, considerando-se unicamente a América do Sul, foi apenas o 6º em 12 países; abaixo da média regional de 6%; assim como também foi abaixo da média da América Latina, que foi de 5.6%. Quanto ao imbróglio da ALE, a sociedade se defronta com o primeiro impasse no encaminhamento de uma solução satisfatória, que é a auditoria própria, proposta por sua mesa diretora. Enquanto uma parte significativa da sociedade civil ? inclusive o Ministério Público ?, representado pelo combativo e incansável dr. Sérgio Jucá, rejeitava a participação nesta auditoria e a denunciava; a vigorosa OAB, representada pelo presidente, dr. Omar Coelho, se pronunciava favorável a participação na auditoria. Ambos os respeitados homens públicos se pronunciaram em defesa de seus antagônicos argumentos e se fosse uma disputa com participação da opinião pública; hoje, Jucá ganharia folgadamente. Em Brasília, a própria base aliada, viciada no benefício eleitoral das emendas, cominada com Lula, dificultará ao máximo a contenção dos gastos públicos e dos desperdícios, incontestáveis entraves para o crescimento nacional. Em Alagoas, os descaminhos dos recursos públicos ? somados ao absurdo número de portes de armas ?, são ainda mais escabrosos. É uma tarefa dificílima antever quem será o maior vilão. Mas uma coisa é fundamental: sem a participação efetiva da sociedade, ambas terão um final infeliz. (*) É médico e professor da Uncisal.

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