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Cemit�rios

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| Luiz Barroso Filho * Com uma população presumida de um milhão de habitantes, Maceió dispõe de oito cemitérios públicos: Nossa Senhora da Piedade, no Prado; São José, no Trapiche da Barra; Nossa Senhora Mãe do Povo, em Jaraguá; Santo Antônio, em Bebedouro; São Luiz, no Tabuleiro do Martins; Divina Pastora, em Rio Novo; Santa Luzia, em Riacho Doce, e o de Nossa Senhora do Ó, em Ipioca, o que corresponde à média de um cemitério para 125 mil pessoas, uma quantidade insuficiente até porque eles se encontram com a capacidade de atendimento esgotada. Como se não bastassem os preços exorbitantes dos serviços funerários e o pagamento de taxas para sepultamento, a superlotação dos cemitérios municipais é um problema grave, que merece mais atenção por parte das prefeituras, tendo em vista os transtornos que vem causando e as constantes denúncias da população, a exemplo da que foi mostrada na edição no último mês de novembro, da Gazeta de Alagoas, sobre a situação do Cemitério Santa Luzia, de Porto Calvo, onde restos mortais ainda putrefatos são retirados dos túmulos e levados como entulhos para o lixão da cidade. A exumação antecipada de corpos para dar lugar a recém-falecidos, também tem sido observada nos cemitérios de Maceió, constituindo-se num procedimento macabro e constrangedor. A esse respeito, atualmente, não é permitida a aquisição de jazigo perpétuo nos cemitérios públicos, o que obriga a remoção dos ossos para um ossário, decorridos três anos do sepultamento, para abrir novas vagas. No entanto, esse procedimento não tem sido respeitado no prazo estabelecido, por causa da demanda. Daí o registro de casos lamentáveis, como os ocorridos no Cemitério Santa Luzia, de Porto Calvo, que já deveria ter sido interditado para uma ampla reforma, pois, poderá causar danos à saúde de quem nele transita, devido às péssimas condições de higiene e conservação que apresenta. Tal situação, motivada exclusivamente pela falta de espaço, revela a necessidade da construção de cemitérios em localidades de grande densidade demográfica do Estado. No caso de Maceió, além da ampliação de algumas unidades, a construção de um cemitério no bairro do Benedito Bentes ? complexo populacional com mais de 120 mil habitantes ? é uma providência reclamada há muito tempo e que se impõe, inclusive pela distância que o separa dos outros bairros que dispõem de campos santos. (*) É advogado, membro da Comissão Alagoana de Folclore e da Academia Maceioense de Letras.

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