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Opinião

Chega de impostos!

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| Lysette Lyra * No primeiro dia útil do ano, Lula surpreendeu o Brasil lançando um pacote de medidas tributárias, quando havia garantido que não haveria aumento de impostos para compensar a falta dos 40 bilhões do extinto CPMF. ?Tenho ojeriza a pacotes?, ?não há razão para que se faça a loucura de tentar aumentar a carga tributária?, disse o presidente, anteriormente, sendo até elogiado pelos líderes do congresso por sua sensatez econômica. Tal atitude soou como uma falsidade e traição. Além do mais, IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), havia apregoado o grande lucro na arrecadação de 2007 e o Banco Central, também anunciara ser a atual , a maior reserva de moeda estrangeira já registrada no País. Não havendo necessidade de aumentar impostos para cobrir a falta da dita importância. Acontece que este é um ano de eleições, e as manobras do governo, para a conquista de eleitores não obedecem a medidas coerentes. O Bolsa-Família, sua mais forte arma eleitoreira, foi estendido aos cidadãos de 16 a 18 anos. A verba, com os eleitores estreantes, aumentou, em 2 bilhões. A tal Bolsa ínfima, só serve para corroborar com a inércia e ignorância do brasileiro. O TSE disse: ?Não há justificativa socialmente aceita para se adotar tais medidas em ano eleitoral?. A questão vai ser decidida pela justiça e pode ser considerada ilegal. O pacote de medidas, além de dobrar as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Liquido), irá cortar 20 bilhões das despesas que atingirão os três poderes: restringe os repasses de dinheiro aos Estados, contem as mordomias governamentais (difícil de acreditar), e mais uma série de restrições. Numa atitude incongruente, Lula nomeou 40 mil funcionários, sem concurso, para cargos de confiança, preterindo muitos outros legalmente preparados, a espera de vagas e suspendeu, para este ano, todos os concursos públicos federais. Os novos impostos incidem sobre o crédito. Justamente o acesso a ele, especialmente por apresentar uma redução na taxa de juros, foi um dos principais fatores que fizeram nossa economia melhorar nos últimos dois anos. O Estado é sempre responsável pela normalização de grandes imoralidades. Acolhe os atos de corrupção com uma impassibilidade revoltante. Não dá a devida atenção ao crescimento da violência que inferniza a existência do brasileiro. Investir em obras que melhorem o nível intelectual e a saúde do povo, que gerem empregos, que aprimore a capacidade profissional dos trabalhadores é uma atitude que não faz parte de suas prioridades. (*) É escritora.

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