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Opinião

A santidade como qualidade de nosso servi�o aos outros

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| Dom Antonio, O. Carm. * ?Exorto-vos, pois, eu, prisioneiro no Senhor, a andardes de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros com amor, procurando conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz? (Ef. 4,1-3) Retomamos o tema da santidade na vida da Igreja. Este ano de 2008 teremos a graça de celebrar em nossa arquidiocese de Maceió, uma grande Assembléia de Pastoral, dentro do já vivido ?despertar missionário?! Na Campanha da Fraternidade 2008, vamos juntos dizer ?não? a política abortiva do governo e vamos lutar e dizer ?sim? à vida e a esperança. Como temos que preparar a nossa Igreja para ser mais santa e santificadora, só assim poderemos enfrentar tantos e tão grandes desafios! Mesmo conscientes da condição de pecado que marca nossa vida, devemos confiar que nossa ação e missão têm sua fonte e consistência na promessa de Jesus de estar ao lado de sua Igreja na atuação daqueles que são revestidos do ministério sagrado. Este dom precioso acolhido na humildade faz-nos perceber que o serviço sacerdotal assumido a partir de Cristo é uma realidade objetivamente santa e objetivamente santificadora, uma força de santidade que age em nós e naqueles a quem nós servimos através do nosso ministério. ?Mediante a ordenação, caríssimos, recebestes o mesmo espírito de Cristo que vos torna semelhantes a ele, a fim de que possais agir em seu nome e viver em vós os seus próprios sentimentos. Esta comunhão íntima com o espírito de Cristo, enquanto garante a eficácia da ação sacramental que vós realizais ?in persona christi?, exige também exprimir-se no fervor da oração, na caridade pastoral de um ministério incansavelmente orientado para a salvação dos irmãos. Requer, numa palavra, a vossa santificação pessoal? (Pastores dabo vobis, 33). Não podemos jamais encarar nossa missão de forma meramente profissional, como se as realidades com as quais tratamos não interferissem em nossa vida. O papa Paulo VI dizia que ?o sacerdócio não é uma profissão ou um serviço qualquer exercido em favor da comunidade eclesial, mas um serviço que participa de maneira absolutamente especial e com um caráter indelével na potência do sacerdócio de Cristo, graças ao sacramento da Ordem. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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