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Artes e neg�cios - Editorial

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Feitas as contas da 14ª Feira Internacional de Artesanato no Nordeste (Artnor), o Sebrae alagoano informa que foram realizados negócios num montante de R$ 6,5 milhões. Seguem mais números: a feira se estendeu por 10 dias (de 11 a 20 de janeiro deste ano) e apresentou trabalhos de 1.200 artesãos e artesãs (de 19 Estados brasileiros e 15 países), tendo sido visitada por 41,7 mil pessoas (cada uma pagando R$ 4,00). Resultados expressivos, sem dúvida. Especialmente se considerarmos o grande número de pequenas e microempresas que cresceram seus faturamentos e ganharam experiência durante o evento. Outras lições importantes merecem destaque. Em primeiro lugar, batendo numa tecla recorrente, Alagoas precisa manter seus eventos permanentes. Infelizmente, o sucesso não tem garantido a permanência de projetos importantes em nosso Estado (alguns dos quais, pioneiros em termos de Brasil), vide os exemplos do Festival de Verão de Marechal Deodoro e o Festival de Cinema de Penedo. Ao marcar sua 14ª edição, a Artnor dá sua contribuição positiva para superação deste problema alagoano. Outro ponto merecedor de realce é o prestígio conferido pela organização do evento aos artesãos e artesãs alagoanos ? especialmente aqueles e aquelas cujos trabalhos situam-se na tênue fronteira entre a arte e o artesanato. Especificamente neste ponto, vale a pena ressaltar a correção dada pela organização da Artnor em prestigiar os chamados ?artistas populares? destacando-os numa área específica e individualizando-os. Da mesma forma, é elogiável o destaque de estrelas consagradas como as irmãs Maia Nobre (Viver de Arte). Do mais sofisticado ao mais simples, do elitizado ao popularizado, o importante é não se discriminar ninguém, é investir no sucesso da arte e do artesanato alagoano.

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