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O car�ter indel�vel do sacerd�cio

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| Dom Antonio Muniz Fernandes, O. Carm.* ?Exorto-vos, pois, eu, prisioneiro no Senhor, a andardes de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros com amor, procurando conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz? (Ef. 4,1-3) Fazendo estrada em nosso raciocínio e buscando viver a santidade em nossas vidas e em nosso sagrado ministério, vemos muito claro a dimensão da unidade em nossa vida e a unidade na Igreja de Cristo. A fonte de tudo está no quase grito e testamento do Senhor Jesus: ?Pai, para que todos sejam um, como tu e eu somos um?! Todas as vezes que quebramos esta unidade, colhemos sempre resultados nefastos, todos saem perdendo com a quebra da unidade. Temos que lutar sempre para desenvolver uma espiritualidade de unidade junto com a espiritualidade da missão. Tal unidade deve caracterizar a vida do ministro da Igreja. Aquele que transmite ministerialmente a salvação. Em São Paulo há uma clara consciência desta unidade entre o ministério e a vida e quando a vida do ministro é afetada pelas realidades que são objeto do seu anúncio. ?Incessantemente e por toda parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Com efeito, nós, embora vivamos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, a fim de que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa carne mortal? (2Cor. 4, 10-11). O próprio apóstolo, consciente da integridade de seu ministério e do modo como ele o vive, convoca a comunidade a imitá-lo, colocando-se como modelo concreto de vida cristã. ?Sede meus imitadores como eu sou de Cristo? (1Cor. 11,1). Confrontando nosso sacerdócio com esta verdade fundamental, percebemos que há um imperativo, diante do qual somos convidados a confrontar nossa vida, de forma a construirmos esta sintonia permanente entre o ministério e nossa vida concreta. O caráter indelével do nosso sacerdócio é algo que atinge o ser e, a partir de nossa abertura à graça forja nossa identidade testemunhal. Sem os atos pessoais que expressem a santidade ministerial, o sacerdócio se converte em um ato funcional, abstrato e sem vida e perde sua fecundidade. O lugar de nosso ministério é o lugar do exercício de nossa santidade. Nós nos santificamos com as realidades com as quais lidamos. (*) É arcebispo Metropolitano de Maceió.

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