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Caos amaz�nico - Editorial

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Ponto destacado, novamente, em polêmica desde a semana passada, o alarmante índice de devastação da floresta amazônica volta a colocar o governo brasileiro na berlinda da causa ambientalista. Preservar a Amazônia, convenhamos, só é uma bandeira simples para se falar nela. Para além da platitude desta palavra de ordem, tudo é muito complexo e contraditório no tocante à região Amazônica. E tudo fica mais complexo e contraditório no caso dos poderes públicos não terem claro o caminho a seguir e, pior ainda, quando o governo federal não define sua própria trilha política em meio ao cipoal de problemas a resolver sobre esta questão. Nada menos surpreendente, então, que se constatar a falta de controle sobre o desmatamento na região. A pergunta agora é: quais atitudes serão tomadas para enfrentar esse problema? Não funciona o discurso ?de princípio? naturalista, dando ciência da intocabilidade do ecossistema amazônico e da necessidade de se restaurar sua virgindade perdida (há muito), etc. A atabalhoada ocupação econômica da Amazônia não é realidade nova, ela tem origem há cerca de um século (em seu formato ?moderno?, com o desmatamento em escala para ocupação na agricultura e pecuária) e desde que o Brasil perdeu a primazia da extração da borracha nas seringueiras nativas, essas opções daninhas só fizeram prosperar. Fracassados, projetos como a Transamazônica e o Jari (tanto quanto foi a Madeira-Mamoré) ensinaram que a região só considera idéias grandiosas. Ao se contabilizar o desmatamento descontrolado de 3,2 mil quilômetros quadrados (cerca de 320 mil campos de futebol) entre agosto e dezembro de 2007, tem-se a certeza de que estamos diante de algo grandioso: um desastre imenso, há muito anunciado, por falta absoluta de políticas e controle das autoridades públicas.

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