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O pr�-sal de Alagoas (1)

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| Evilásio S. de Cerqueira * Recentemente, a Petrobras informou, com muita ênfase, a descoberta da maior província petrolífera do Brasil, equivalente às mais importantes do mundo. Esta província petrolífera está situada numa nova fronteira exploratória onde, pela primeira vez, foi atingida a camada pré-sal e se estende pelas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. A análise dos testes realizados nos poços exploratórios da região de Tupi (Santos), permite estimar o volume recuperável de óleo leve de 28° API (de alto valor comercial), em 5 a 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural associado. A camada pré-sal dessa região situa-se ente 5000 a 7000 metros de profundidade e foram atravessados mais de 2000 metros na rocha de sal e em lâmina d?água entre 2000 e 3000 metros. Em novo anúncio no dia 21 de janeiro de 2008, a Petrobras informou a comprovação de uma nova descoberta naquela região (também no pré-sal) de uma grande jazida de gás natural não associado, denominada Júpiter, localizada a 290 km do litoral e a 37 km da jazida de Tupi com profundidade final de 5252 metros. Tudo isso permitirá a duplicação das nossas reservas de petróleo e gás natural. O Estado de Alagoas, particularmente ao longo do seu litoral e parte da zona da mata, está assentado num grande lajedo de sal. A nossa bacia sedimentar permeia nossa costa marítima, regiões da Mata Atlântica e, principalmente, as zonas de influência estuarina e lagunar (Maceió, Pilar, Marechal, São Miguel, Coruripe, Roteiro, Jequiá e outros municípios produtores de petróleo e gás). Tal lajedo de sal encontra-se numa profundidade entre 1000 e 1500 metros e sua espessura média é em torno de 300 metros. Até hoje a Salgema continua explorando esse sal como principal matéria-prima do seu processo de produção. O petróleo e gás explorados em Alagoas situam-se no pós-sal e são resultados de fraturas dessa e de outras rochas. Sua qualidade (óleo leve) é semelhante ao da região de Tupi. A nossa produção média de 7500 barris/dia é muito pequena e pouca representativa. Praticamente todo o esforço da Petrobras concentra-se no Sudeste, com bons resultados nos últimos 15 anos, em busca da autonomia de produção de petróleo (já alcançada) e gás natural, cabendo às demais regiões (inclusive a bacia Alagoas/Sergipe) ações pouco efetivas por parte dessa empresa. Na próxima semana abordaremos as vantagens comparativas do nosso pré-sal. (*) É economista e professor da Ufal.

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