Opinião
Evo�, � carnaval
| José Sebastião Bastos * Carnaval, do latim carnevale. Os dias próximos e anteriores à quaresma e, principalmente, os três dias antes da quarta-feira de cinzas. Em toda a antiguidade, os diferentes povos instituíram festas altamente alegres. Como por exemplo, os egípcios, as festas de Isis e do boi Apís; os hebreus, a festa das sortes, entre os gregos, as bacanaes; na cidade de Roma, as lupecaes, as saturnaes, dentre outras. Há uma presunção de que o carnaval se originou há 1.000 anos a.C., surgido nas festas bastante alegres do paganismo, acima mencionadas. O carnaval no Brasil, segundo uns, chegou em 1865, no Rio de Janeiro, com seus préstitos alegóricos. Desconhecemos alguma referência quanto à sua vinda a Maceió, contudo o seu fulgor vem desde as décadas de 1930 e 1950. Em 1909 surgiu o frevo, usado pela massa popular do Recife, e segundo o historiador pernambucano Mário Melo, ?o frevo nasceu da Polca Marcha?. Sua coreografia é o passo e nela os dançarinos fazem maravilhas arrojadas e de movimento elástico. Aqui em Maceió tivemos um grande exemplo: o famoso passista ?Moleque Namorador?, à época, conhecido em todo País, a cuja memória se rendeu o justo preito com a praça que tem o seu nome, no bairro populoso de Ponta Grossa, graças ao prefeito de então, Sandoval Caju, cuja Praça se constitui ponto de grandes concentrações do frevo. Particularizando o assunto, notabilizou-se o carnaval do Rio, dominado pelos clubes cariocas que cederam lugar às escolas de samba, entendendo-se posteriormente à capital paulista. Em Salvador, na Bahia, repete o frenesi carioca, diferenciado pelo excesso dos requebros das escolas de samba, como logo depois a introdução dos trios elétricos. Transferindo o cenário, mergulhamos um pouco no passado do frevo pernambucano, cuja música característica se celebrizou através de clubes de rua, convindo salientar o Toureiros de Santo Antônio e o famoso Vassourinhas. Aqui tivemos o Pás Douradas, Vou Botar Fora, Cara Dura, Cavaleiros do Montes, Tromba D?água e ainda hoje o Vulcão, o Sai da Frente, valendo acentuar o grande número de blocos com seus participantes bem fantasiados, sendo de justiça, louvar-se a criação do já conhecido e admirado Pinto da Madrugada, que já nasceu vitorioso. (*) É procurador de Estado e membro do Instituto Histórico de Alagoas.