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Ranking da morte - Editorial

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Não é nenhuma surpresa a realidade caótica da segurança pública em Alagoas, mas é mais um soco no estômago da nossa cidadania a constatação da trágica posição da capital alagoana como a sexta cidade mais mortal do Brasil. Detalhe importante: essa colocação lamentável tem como base dados do ano de 2006. Como o senso comum nos dá conta que a situação teria piorado deste então, a quantas estamos mesmo? Quais serão os índices deste 2008 e quais foram os números de 2007? A impressão nítida é que estamos piorando ano após ano. Mas, como a esperança é a última que morre (assassinada?), resta-nos torcer (e orar fervorosamente) para que estejamos enxergando uma miragem. A verdade é que a população alagoana está (muito) impressionada (e, principalmente, pressionada) pelo crime irrefreado. Os números colhidos em 2006, dando conta da ocorrência de 899 homicídios em Maceió, vem a se conjugar com o sentimento de profunda insegurança pública que assola toda Alagoas. Infelizmente. O pior é que esses dados estarrecedores não parecem sensibilizar nem o governo nem as polícias. Segundo o secretário de Defesa Social, a situação continua sob controle. Segundo parte expressiva da polícia essa situação em nada impede a realização de greves, inclusive com fechamento de delegacias durante o carnaval. Para boa parte da polícia e para o governo parece que a única coisa a resolver nesta área é o montante de dinheiro registrado nos salários de policiais civis e delegados. No mais, se o povo não agüentar o rojão, que peça para sair. Surrealismo trágico: crescem as ocorrências criminosas, cresce o medo entre a população e, ao mesmo tempo, cresce o descompromisso do poder público para com a segurança pública. Nesse cenário, apenas o crime está sendo beneficiado. Os números não nos deixam dúvidas.

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