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Tropas desfalcadas - Editorial

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Ainda é muito cedo para se fazer alguma análise embasada sobre a versão 2008 do carnaval alagoano, mas alguns pontos já podem ser antecipados para reflexão. A primeira grande questão pode ser encontrada facilmente no dilema, ainda sem solução, gerado pela localização do auge da folia no período pré-carnavalesco. O dilema deve ser direcionado, enquanto pergunta e desafio, às lideranças contemporâneas do carnaval alagoano ? especialmente àquelas pessoas dedicadas ao movimento carnavalesco em Maceió (pois na capital concentra-se a agitação momesca que serve de base para todo Estado). Há mais duas décadas uma tendência fincou raízes na classe média mais aficionada pela folia: sair de Maceió para brincar o carnaval alhures. O fluxo turístico carnavalesco alagoano acentuou-se em mão única. Com poucas variantes: daqui para Recife/Olinda, daqui para Salvador, ou Rio. Não falamos aqui do trânsito das almas pouco inclinadas ao reinado de Momo, estas transportadas para o exterior ou para outras plagas de pouca folia. Retornando ao fulcro da questão, as cabeças pensantes e os corações disparados pelo carnaval deixam, inapelavelmente, nosso Estado, no mais tardar, ao raiar do Sábado de Zé Pereira. Daqui, no período carnavalesco, esvaem-se os espíritos empreendedores que dão vida e energia ao Jaraguá Folia, ao Pinto da Madrugada, aos Pecinhas de Maceió, à Seresta da Pitanguinha, aos Filhinhos da Mamãe... Os condutores do efervescente pré-carnaval maceioense somem, coletivamente, do campo de batalha local nesta hora tão importante. Não se amofinam, é verdade. Vão combater noutros cenários. Hoje, a maior parte de nossos líderes carnavalescos está longe de Alagoas. Será que, no próximo carnaval, poderemos fazer uma avaliação diferente da nossa folia?

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