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Uma via estressada - Editorial

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Provocada pela ?lei seca?, proibindo comercialização de bebidas alcoólicas às margens de rodovias federais, volta à cena os dramas daquela que deveria ter sido a Via Expressa (mas nunca foi). Talvez nunca venha a ser expressa a via em questão, embora tenha sido projetada para tal. Até prova em contrário, a culpa dessa confusão toda cabe aos poderes públicos e agora, sem soluções práticas à vista, ninguém sabe ao certo o destino daquela rodovia que deveria ajudar no escoamento rápido do trânsito entre o Tabuleiro e a parte ?baixa? de Maceió. Qual a responsabilidade dos poderes públicos na atual crise que se abate sobre a (que foi sem nunca ter sido) Via Expressa? Falharam esses poderes quando fecharam os olhos para a deturpação do sentido original da rodovia e não viram, não ouviram, não falaram e muito menos agiram quando da lenta, progressiva e acintosa ocupação de praticamente toda a área reservada para a ampliação (indispensável) da estreita pista asfáltica, então concluída apenas como etapa inicial do projeto. Durante anos a fio, sob o beneplácito das autoridades, foram sendo desconstruídas as oportunidades de complementação do projeto e o que seriam as áreas de reserva de domínio para a expansão das pistas foram sendo paulatinamente ocupadas. Uma das primeiras conseqüências tragicômicas deste desvio estratégico foi a instalação de ?quebra-molas? em mais de um ponto da via que deveria ser expressa. Confusão restabelecida, problema sem solução. A prefeitura quer assumir o pepino, desde que a União pague a conta; a União terá prazer em passar a diante o abacaxi, mas o município que assuma as despesas; os comerciantes só querem vender sua pinga em paz; os usuários clamam por segurança, ampliação e modernização da via... E assim não caminha nossa urbanidade.

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