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| José Maurício Brêda * Em notas, na coluna do Anselmo Góis, um mesmo personagem, frei Beto, visita Cuba. O reverendo Carlos Alberto Libânio Christo, ou frei Beto, avesso do arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, de Olinda e Recife, que pediu para que a prefeita de Olinda saísse da fila da comunhão por ser filiada a um partido ateu, o PCdoB, é o mesmo que ajudou a fundar o M.S.T. e divide-se entre a filosofia marxista-leninista e a Santa Madre Igreja. Nem esta convivência comuna o impediu de, em artigo no Correio Braziliense de 29/07/05, tachar o PT de ?partido do trambique, da trapaça ou da tramóia?. Mas como ?todos somos companheiro?, em Cuba, o Frei elogiou a Raul Castro, irmão-ditador, a aliança da Petrobras com sua ilha. Vêem-se aí dois perigos iminentes. Primeiro, se o ?tirano-sauro? Fidel Castro seguir o feito do cocaleiro Evo Morales e, num futuro próximo, em alucinado arroubo, entender de nos tomar os investimentos lá feitos. Segundo, se, a exemplo do Brasil, numa mudança de regime na ilha, vier um novo governo indenizar parentes de assassinados, exilados políticos, fugitivos do regime ditatorial, e pior, reaver patentes e seus respectivos soldos a militares desertores terroristas. A pequena e pobre Cuba terá que ser loteada e até seus pretensos poços petrolíferos terão que servir para pagamento a tantas indenizações. Mas, a estada do religioso em Cuba foi, na verdade, para representar Oscar Niemayer na inauguração de uma escultura do arquiteto, homenageando o povo cubano. Diz a nota que o frei levou a platéia ao riso, quando disse que o autor da obra não veio por estar escrito, em sua ficha no céu, que o mesmo morreria numa queda de avião. Que frei Beto creia, tudo bem. Mas o renomado arquiteto não crê na existência do grande arquiteto do universo, na denominação maçônica, Deus. Porém, embarcando na história do reverendo, lembro o fazendeiro que, sabendo da vinda de uma cartomante aos arredores, foi visitá-la e após a constatação de dois acidentes previstos pela vidente, pediu-lhe para relatar sua morte. Disse-lhe a maga: ?Será de vaca?. Vivendo em ambiente rural, logo se mudou, na data prevista, para São Paulo e na hora certa estava no Viaduto do Chá, onde, dificilmente, uma vaca por ali passaria. Cansado de estar em pé, resolveu sentar-se na balaustrada do viaduto. Pois não é que chega um vendedor de loteria e, anunciando o bicho correspondente ao número ofertado, grita a plenos pulmões: ?Olhe a vaca!?. Tamanho foi o susto que o ruralista caiu das alturas, em pleno trânsito paulista, ?falecendo de vaca?. (*) É bacharel em economia .

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