Opinião
Cidadania em xeque - Editorial
Como que asfixiada por uma gama de problemas de envergadura, a esperança alagoana teima em sobreviver, reanima-se a cada tropeço, busca o ar a cada aperto. Hoje, várias entidades ditas representativas da sociedade civil confirmam uma manifestação de fôlego. O roteiro é longo, serpenteante, começando na Praça dos Martírios, com paradas marcadas para pontos defrontes ao Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados, Polícia Federal, e ? ao fim e ao cabo dessa maratona cívica ? a Assembléia Legislativa (nesses dias locatária do imponente Palácio do Comércio, em Jaraguá). Ontem, duas decisões díspares emitidas pela Justiça alagoana conseguiram deixar um pouco mais confuso o quadro de dúvidas sobre os encaminhamentos legais decorrentes do processo de investigação sobre o desvio de vultosos recursos do Poder Legislativo. Hoje, o clima de perplexidade e insegurança aumenta sobre a cidadania alagoana e, sem dúvida, é necessária a cobrança de posicionamentos mais claros, de atitudes capazes de restaurar a confiança da população nos poderes constituídos em Alagoas. Da forma como as coisas estão sendo encaminhadas, aumentam a descrença e a desesperança dos alagoanos e alagoanas numa solução exemplar para um escândalo de grandes proporções. As denúncias arroladas pela Operação Taturana não podem ficar sem resposta, nem podem ser apoiadas em precipitações nem pré-julgamentos dos envolvidos, nem muito menos coonestações com os crimes apontados. Com maturidade, os procedimentos legais devem seguir os passos adequados. Com firmeza, os chamados movimentos populares devem evitar a dispersão de suas bandeiras. Com segurança, o próprio Poder Legislativo tem a obrigação de se redimir dos crimes perpetrados a partir de seu próprio seio. Com rapidez, os processos devem seguir adiante.