Opinião
N�s, em nossa agenda
| José Maurício Brêda * Li ?A Semente da Vitória?, e Nuno Cobra, seu autor, passa exemplos de superação, amor e auto-estima num livro editado pelo Senac em 2000 e já em 2004 estava na sua 63ª edição, o que me chamou a atenção. Paulista, é pós-graduado em Educação Física pela USP e foi preparador de atletas famosos como Ayrton Senna (mais de 10 anos), Mika Hakkinen, Rubens Barrichello, Gil de Ferran, Cristian Fittipaldi, Jaime Oncins e de empresários como Abílio Diniz, André Lara Rezende e Sérgio Machline. Hoje, é professor de qualidade de vida na área de Recursos Humanos do Programa de Educação Continuada em Administração para executivos, na USP-MBA. Didático, mostra que o Método Nuno Cobra é, em suma, a capacidade de ver o amor que cada um traz em si, o grande potencial que carrega, aliado à fundamentação científica. Daí, convencê-los da sua verdadeira grandeza, torna-se mais fácil. Fatos interessantes são narrados: médico paulista sofre desmaio num shopping e, levado para seu hospital, submete-se a uma bateria de exames que não apontam para um diagnóstico. Repetindo-os, os mesmos resultados. Tendo lido seu livro, marcou visita e Nuno pede que relate seu estilo de vida. Dormir pouco, comer às pressas em horários diversos e não ter nenhum momento para cuidar de si próprio, no que Nuno é taxativo: ?Seu problema ainda não é doença. É falta de saúde?. De fato, o corpo sem saúde está apto a contrair doença. Diz que cuidamos mais do carro que de nosso corpo. Abastecendo-o, desligamos seu motor. Já com a própria máquina, não paramos; comemos com o organismo em alta rotação, muitas vezes discutindo negócios. ?A boca que fala é a boca que come. Ou se fala, ou se come. Quando se pensa ganhar tempo, perde-se saúde?. Outro fator importante é o sono. Nesta hora, imaginários operários estão trabalhando na recuperação de todo o organismo. Aconselha 8 horas diárias de sono e não tomar líquidos poucas horas antes de dormir, para que não seja interrompida a reparação, com uma possível micção noturna. Cita algumas frases de efeito: ?Músculo reage em qualquer idade, ficar velho é uma opção. A idade é relativa ou é relativa-idade?. Treinando Ayrton Senna, pedia que desse 30 voltas numa raia de 400 metros em 1 minuto e 30 segundos. Havia um cidadão que, pela velocidade, fazia Ayrton reclamar: ?Esse cara não respira!?, e que mesmo com 74 anos, não podia ser chamado de velho. São infindáveis lições em livro daqueles que não se põe de pé, mas que, com certeza, nos deixarão em pé para uma vida mais saudável, e para que incluamos, em nossa agenda, nós mesmos. (*) É bacharel em economia.