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Seguran�a travada - Editorial

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É pública e notória a dificuldade dos poderes públicos em responder as demandas do aparelho de segurança pública em termos de novos equipamentos, todos necessários e alguns de alto custo, como helicópteros, veículos blindados, sistemas informatizados, etc. Incluam-se neste item as reivindicações por melhores salários, reclamados em todos os segmentos policiais ? especialmente, hoje, na Polícia Civil. Mas, além dessas demandas de grande impacto sobre o erário, muitos ?pequenos? obstáculos teimam em atravancar o trabalho (de primeiríssima necessidade) na segurança pública alagoana. Por exemplo: nem todos os problemas relativos a viaturas policiais restringem-se a novos carros. Por falta de pequenas peças (adquiríveis a preços relativamente pequenos) muitos veículos policiais acumulam-se nos pátios, nas garagens e nas oficinas. Para comprar velas, parafusos, radiadores, discos de freio, amortecedores ? peças de reposição, enfim ? são necessários procedimentos legais que, em função da burocracia, transformam-se em grandes obstáculos. Segundo fontes da Polícia Militar, desde fevereiro do ano passado (todo um ano, portanto) queda-se imobilizado um processo licitatório para compra de peças de reposição. A lógica indica que, depois de uma dúzia de meses parados, esses veículos terão acumulado (pela simples falta de uso) outros problemas mecânicos e daí novas peças precisarão de troca ? se mais um ano for colocado entre a solicitação e a entrega, é mais certo que o destino dessa viatura seja o ferro-velho. Além das peças de reposição, itens como fardamento também integram a lista das coisas simples que são tornadas complicadas pelo excesso de burocracia. É necessário que o governo aja com mais diligência e que esses óbices sejam retirados do caminho o quando antes.

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