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P�lo qu�mico ecol�gico

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| Evilásio Soriano * Qualquer região que busque seu desenvolvimento em base sustentável e sem nenhum artificialismo (protecionismo fiscal, barreiras alfandegárias, barreiras sanitárias fictícias, guerra fiscal predatória, etc.) deve buscar suas vantagens locacionais e comparativas e transformá-las em vantagens competitivas. É o caso do Estado de Alagoas no que diz respeito à implantação de um Pólo Químico Ecológico. As principais indústrias químicas têm como matéria-prima básica o eteno, que pode ser obtido do gás natural ou da nafta, que por sua vez é obtida da refinação do petróleo. Essa era a rota mais fácil e barata para a sua obtenção. Entretanto, o eteno pode ser obtido também a partir do álcool. Foi o caso de Alagoas na década de 1980 e início dos anos 90, em decorrência do preço do petróleo naquele período. Era uma planta cativa, dentro das instalações da Salgema, que produzia 80 mil toneladas de eteno necessárias à produção do dicloretano (cloro+eteno), matéria-prima fundamental na produção do PVC. Para a obtenção do eteno, via álcool, a tecnologia utilizada foi desenvolvida pelo CENPES da Petrobras e requeria 1,6 t de álcool para cada tonelada de eteno. Nessa época, o preço do barril de petróleo girava em torno de US$ 40 e viabilizava financeiramente a referida planta. Com a queda do preço do petróleo nos meados dos anos 90 até o início desse século (preço médio de US$ 20), a planta de eteno deixou de ser competitiva e foi desativada. Hoje, tendo atingido o patamar de US$ 100 o barril, a referida planta é altamente competitiva (a partir de US$40). Dessa maneira, podemos pensar na implantação de uma planta de 200 a 500 mil toneladas de eteno, usando o álcool como matéria-prima (800 milhões de litros) e implantarmos um Pólo Químico Ecológico, com o surgimento de inúmeras indústrias. Alagoas produz mais de 1,2 bilhões de litros de álcool e o consumo dessa planta daria grande robustez ao setor sucroalcooleiro frente às oscilações do mercado. Dispõe nossa capital de excelente porto de produtos líquidos, o píer da Braskem, e do tradicional Porto de Jaraguá. Por outro lado, o distrito industrial onde se localizam algumas indústrias do Pólo Cloroquímico de Alagoas dispõe de amplas áreas com toda infra-estrutura, estação de tratamento de efluentes líquidos e sólidos, central de incineração e de utilidades, dutovias, abundância de água, energia elétrica, etc. O diferencial desse Pólo reside na utilização de insumo básico de fonte renovável, com impacto ambiental aceitável e bastante reduzido. (*) É economista e professor da Ufal

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