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Cat�licas abortistas

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| Dom Edvaldo G. Amaral * Sim, o título deste artigo é o nome certo que, apesar da contradição dos termos (o absurdo lógico de ser católica e ser abortista) conviria a uma tal associação, que se arroga o título de Católicas pelo direito de decidir. Vejamos algo de sua história e seus sujos propósitos. Em 1970, o Estado americano de Nova York aprovou lei do aborto até o quinto mês de gestação. Como a Igreja Católica naturalmente se opôs com clareza a essa iníqua lei, três membros do grupo pró-aborto NOW (Organização Nacional para as Mulheres) fundaram o ?Catholics For a Free Choice? (?Católicas por uma livre escolha?), com objetivo claro de confundir mulheres católicas, infiltrando-se em paróquias, universidades e comunidades católicas, sendo na verdade organização abortiva anti-católica, mas com nome estratégico para enganar o público. No intuito de ridicularizar a Igreja, seu primeiro ato público foi uma pantomina em Nova York, coroando uma feminista com título de papisa Joana I. Professam-se devotas do ídolo feminista Sofia, a deusa Sabedoria, e compõem poesias a Lúcifer. O aborto é considerado ato sagrado. A mulher enquanto está abortando é abençoada e recebe chuva de pétalas de rosa. A ex-freira católica Diann Neu preparou cerimônia fúnebre, na qual a mulher que abortou cava uma cova no jardim e deposita restos mortais do bebê, dizendo a fórmula ?Mãe Terra, em teu seio depositamos esse espírito?. De que espírito ela está falando? No Brasil, chegaram em São Paulo em 1993 com a sigla CDD (Católicas pelo Direito de Decidir). Hoje, ocupam na capital paulista o sexto andar de edifício à rua Sebastião Soares de Faria, 56, vizinhas dos bispos da CNBB-Sul 1, que ocupam o quinto andar do mesmo prédio. Isso não teria importância senão pelo fato de que o prédio pertence à Ordem dos Padres Carmelitas. Pergunta-se: como uma ordem religiosa católica aluga imóvel a uma organização anti-católica, abortista, inimiga da Igreja? E tem mais: estava à venda nas livrarias católicas um DVD, produzido pela Verbo Filmes, produtora de mídia da Congregação do Verbo Divino, com o cartaz da Campanha da Fraternidade 2008, com o tema ?Fraternidade e defesa da Vida? e o lema Escolhe, pois, a vida e o logotipo da CNBB. Acontece que no bloco quatro deste vídeo ? Pontos de vista ? aparece Dulce Xavier das CDD por cinco longos minutos, defendendo o aborto na rede hospitalar pública para preservar (diz ela) a vida das mulheres. Isso na Campanha da Fraternidade...É de estarrecer! (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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