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Pelos jovens

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Está prevista para a última semana de abril próximo, em Brasília, a realização de um evento que deverá ser um dos mais concorridos e importantes do ano. Trata-se da 1ª Conferência Nacional da Juventude, promovida justamente quando o País prepara-se para novas e decisivas eleições dos governantes e legisladores de seus municípios. Jovens de comunidades tradicionais como ciganos, índios, quilombolas e ribeirinhas, surgem como os primeiros principais segmentos decididos a lutar por soluções para os problemas que mais enfrentam diariamente. Provaram isto durante três dias de discussões, na semana passada, na capital do País, dos temas que deverão merecer prioridade no encontro do mês vindouro. Todos eles devem ser urgentemente atendidos nas reivindicações em relação às questões da violência da educação, do desemprego e da saúde, nas cidades e no meio rural. Ao mesmo tempo, esperam das instituições públicas e das entidades da sociedade civil organizada o atendimento aos insistentes apelos acerca de necessidades específicas, de acordo com as diferenças regionais, costumes e crenças. As deficiências na área do ensino são mais causas de queixas feitas por representantes de quilombolas, de índios e de terreiros e religiões de matriz africana, por exemplo. Os indígenas querem mais escolas de ensino médio nas aldeias e os quilombolas cobram as medidas referentes à ampliação do ensino de história e cultura afro-brasileiras. São graves e crescentes as situações que não podem continuar sem denúncias, sem discussões e sem as soluções adequadas e voltadas para a parcela mais pobre de toda a população brasileira. Especialmente das crianças e jovens de ambos os sexos. Das aldeias às metrópoles do País, o quadro insiste em se repetir e, por isso mesmo, deve ser combatido logo e sempre.

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