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N�meros que assustam

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O placar da violência no Estado continua recebendo novos números. Só no último fim de semana foram 11 assassinatos que chegaram ao conhecimento da imprensa. A maioria a tiros e tendo como maior parte das vítimas pessoas com até 30 anos de idade. Ao mesmo, ocorreram quatro casos de agressão a mulher pelos próprios companheiros e a sociedade alagoana ficou ainda mais amedrontada com a fuga, de uma só vez, no domingo, de três bandos do Presídio Baldomero Cavalcante. Nos seus primeiros quatro meses do ano chegou a quase 60 o número de meninos de rua desaparecidos em Maceió e, conforme denúncias feitas pela coordenação do Instituto Catarse de Fomento à Cidadania, há nas ruas de nossa Capital cerca de mil crianças e adolescentes consumindo drogas, roubando e assaltando. Estes são apenas alguns números que passaram a alimentar as estatísticas negativas da área da segurança pública no País, que já está incluído entre os mais violentos do mundo, embora tenha sido eleita como prioridade pelo presidente FHC ainda durante a campanha para o primeiro mandato. Há poucos dias, ele lembrou aquele compromisso (mais uma vez em pleno período eleitoral) e pediu a união dos diversos segmentos da sociedade ?para derrotar a criminalidade?, que chamou de inimigo do País, e recuperar a sensação de segurança, item que considera, a partir de agora número 1 na agenda nacional, até o fim de seu mandato, em dezembro. Mas foi este mesmo governo que os números dos vários tipos de violência mais cresceram no território nacional. E onde houve mais cortes e retenção, em quantidades expressivas, dos recursos que deveriam ser aplicados para a redução das conseqüências de uma série de problemas sociais que têm contribuído para o crescimento da marginalidade. Parte desse dinheiro, que também seria destinada aos Estados, para a modernização das polícias, reforma e construção de delegacias e a capacitação de pessoal, tem que chegar nos seus destinos e ser aplicada. Antes que a situação fique mais difícil de ser controlada.

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