Opinião
Precau��es
Ruas são pavimentadas, edifícios e conjuntos residenciais são construídos impermeabilizando o solo. Os problemas cada vez maiores são enfrentados por todos quando chegam às chuvas. O Sul do País vem sendo atingido por muitos temporais. Dizem os entendidos que a causa das inundações é pelos os efeitos de ?La Niña? (diminuição da temperatura das águas do Pacífico) ou ainda pelo aquecimento global. Esquecem que precipitações no passado sempre existiram e, em outras ocasiões, até maiores das que atualmente ocorrem. O que na verdade mais esqueceram é que a contribuição (run-off) de água superficial vem aumentando por razões diversas. As cidades vêm crescendo sem planejamento. Desmatamentos, impermeabilização do solo pela pavimentação de ruas e construções, mau dimensionamento ou a falta de drenagem são ao meu ver, as principais causas dos transtornos impostos aos habitantes urbanos. Manutenção e replantio de áreas verdes, obrigação de um percentual de área livre para infiltração das águas de chuva entre outras, são providências para combater as inundações. Nos idos da década de 70, na administração do prefeito João Sampaio, lembro-me do trabalho executado com drenagem de toda área compreendida entre a Sandoval Arroxelas e a praia, como também de outras regiões da orla. Por conta disso, numa região tão plana, não assistimos acúmulo de água como seria de verificar nos dias de hoje com todas ruas pavimentadas e edifícios construídos. Outras administrações executaram obras de drenagem, a exemplo do prefeito Divaldo Suruagy na região onde hoje se situa o CEAGB, no Farol, necessitando, contudo de outras intervenções para seu melhor funcionamento. José Bandeira também realizou uma obra de fôlego, drenando toda as águas provenientes de grotas próximas à Leste-Oeste e que inundava por menor que fosse a precipitação, a região baixa das vizinhanças do atual Iguatemi. Aproxima-se o nosso inverno, estação chuvosa por excelência, e obras como a da escavação do viaduto do seminário ainda sem a proteção dos muros de arrimo, com trânsito pesado bem próximo dos taludes (quase vertical) dos cortes, poderá ocasionar algum acidente. Vamos jogar com a sorte ou tomar precauções? Fica a advertência. (*) É engenheiro, e-mail: vmnobre @uol.com.br.