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Então, o que é liberdade? .
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O carnaval se foi e, segundo tradição tupiniquim, o ano começa na primeira segunda-feira após a quarta de cinzas. É inverdade e diria Nelson Rodrigues “uma desculpa esfarrapada para justificar a indolência, a preguiça e a vadiagem”. Em breve irão criar medida “provitiva” (provisória/definitiva) oficializando a licença remunerada de janeiro, fevereiro e início de março. Coisas de país rico.
Sou admirador confesso de Nelson Rodrigues, por várias razões: não temia o que escrevia e publicava; trabalhava - escrevia três crônicas diárias e ainda arranjava tempo para criar peças de teatro, romances, ir a programas de TV e ver jogos do Fluminense. Era nota 10 no quesito sinceridade no que defendia ou acusava. Falaram que usava mãos de chumbo quando não simpatizava com algo ou alguém. Uma coisa é certa: era coerente.
Muitas vezes, registrou asco ao regime stalinista e ao próprio Stalin, na época da União Soviética. O tempo se encarregou de provar o que NR dizia: Stalin mandou matar 62 milhões de soviéticos (russos, ucranianos, estonianos, lituanos etc.). Quando Lenin morreu, os principais companheiros de partido seguraram as alças do caixão. Anos depois, só um permaneceria vivo. Quem? Quem? Perde para Mao, seu colega da China, responsável pela morte de mais de 70 milhões de chineses.
Abro parênteses. Falam da inteligência artificial como novidade: Stalin foi o precursor. “Criou” clones para aparecer em cerimônias, desfilar em carros abertos, visitar locais de risco etc. Eram sósias que podiam ser vítimas de atentados e morrer. O verdadeiro reapareceria e atestaria a sua imortalidade.
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Voltemos a 2024. Enquanto Paolla descansava do carnaval, a 11,5 mil km do Rio, era noticiado que Alexei Navalny, 47 anos, maior inimigo político de Putin, sentiu-se mal após uma caminhada e... morreu. Se o caso não fosse tão sério, poderia insinuar que a morte súbita teria sido decorrente do impacto da visão do espetáculo (Paolla, claro) ou que Navalny tomou leite com manga. Diz aí, Vladimir!
É pecado perguntar se falta muito para o São João?