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A semana termina com a Nação aguardando os resultados da aprovação, com três meses de atraso, do novo Orçamento Geral da União. Para isso, segundo as notícias mais recentes espalhadas pelo País, o governo teve que recalcular sua estimativa de gastos no primeiro ano seguinte ao da extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a oposição concordar em votar a matéria em troca da retirada de um ?anexo de metas e prioridades no valor de mais de R$ 500 milhões que destinaria recursos para obras em 15 Estados beneficiando um grupo de parlamentares. Dizem que, em decorrência dos entendimentos entre governistas e oposicionistas, a metade desse montante será distribuída com base no Fundo de Participação dos Estados (FPE), 40% serão divididos pelas bancadas estaduais com base nas emendas dos últimos três anos de emendas apresentadas ao Orçamento e o restante deverá ser rateado entre essas representações estaduais, segundo critérios definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não faltaram outras negociações bem sucedidas sob os céus do Planalto Central em relação ao Orçamento 2008, aprovado na última quarta-feira e que prevê despesas de R$ 1,423 trilhão até quando o ano terminar. Concessões como essas são ideais para a alimentação da confiança que todos os brasileiros devem ter em relação a este País. Porém, as expectativas da população em geral serão ainda maiores e justificáveis quanto mais governos e mais parlamentares, e demais responsáveis pelos destinos do Brasil, dos nossos Estados e municípios compreenderem que os mais graves problemas existentes no território nacional têm como um dos principais fatores a forma injusta que tem sido adotada quando da divisão do bolo orçamentário. A começar da União, que pune os Estados vez por outra.

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