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Tirar o chap�u

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Quando a admiração por determinados feitos é para nós de muita relevância, como forma de elogio, aplicamos a expressão é de ?tirar o chapéu?. Acabou-se o mistério do sumiço de equipamentos de informática da Petrobrás, quando se aventava a hipótese de espionagem às informações neles contidas sobre as recentes descobertas no mega campo (Júpiter) de gás na Bacia de Santos. Dessa e de outras vezes tiramos o chapéu para a Polícia Federal. Fui estudante dos tempos da ditadura Vargas e, como todos os jovens, contrários a qualquer coisa que julgássemos estar nos prejudicando ou tolhendo as nossas liberdades, a polícia para nós era a ?meganha? e isso resumia os nossos sentimentos para com aqueles que defendiam as ordens dos seus superiores! Lembro-me das comemorações em 11 de agosto, no dia do estudante, quando todos saíamos das salas de aulas e, em bando, tomávamos os bondes da CFLNB (Companhia Força e Luz Nordeste do Brasil), para comemorarmos e bagunçar no Centro da cidade e noutros bairros, desafiando as ordens da Secretaria do Interior. A repressão vinha na base do cassetete e o revide era com gritos uníssonos de meganha, ?gringo?, ?go home? (referências à concessionária canadense Bond&Share), como também lançando pedra, pau ou qualquer outra coisa que se encontrasse à nossa disposição no momento. Numa democracia, o Judiciário existe para corrigir atos e excessos cometidos por agentes do Executivo. O cidadão tem o seu direito de defesa, diferentemente dos tempos ditatoriais, como por exemplo, a suspensão por trinta dias a nós imposta por ter recusado a participar de uma passeata no ?Dia da Raça? (4 de setembro de 1939), em pleno vigor do Estado Novo. Ultimamente o brasileiro vem assistindo e tomando conhecimento de muitas operações realizadas pela nossa Polícia Federal e salvo melhor juízo, todas acobertadas por dispositivos legais e nos parecendo com total imparcialidade. Às vezes o acusado sofre vexames que bem poderiam ser evitados, como o da colocação de algemas. Sua desenvoltura e presteza à repressão aos jogos de azar, colaboração com o Congresso Nacional em sindicâncias e informações às CPI, desbaratamento de quadrilhas de narcotraficantes, do comércio de mulheres para o exterior, apreensão de armas contrabandeadas, combate à extração ilegal de madeira das diversas regiões do País principalmente da Amazônia e uma infinidade de outros crimes sob alçada desse órgão do Ministério da Justiça, o credencia a tirarmos o chapéu. (*) É engenheiro ([email protected]).

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