Opinião
Combate ao crime
O Ministério Público Estadual está reformulando o Gecoc ? Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado. O colegiado é muito mais que uma sigla. Notabilizou-se, nos últimos anos, por uma série de ações que resultaram em prisões e no desmantelamento de quadrilhas que roubavam dinheiro dos cofres públicos em Alagoas ? vale dizer, dinheiro do povo. Ao lado da 17ª Vara Criminal, o Gecoc firmou a imagem de credibilidade e austeridade num trabalho crucial de enfrentamento da bandidagem. A opinião pública soube reconhecer a importância das operações comandadas pelos promotores Alfredo Mendonça, Edelzito Andrade e Hamilton Carneiro. Não há dúvida de que o combate ao crime de corrupção e outras modalidades ganhou outro nível de eficiência com a criação do grupo Especial do MP, combinado com o trabalho dos magistrados da 17ª Vara. Novos nomes estão chegando para integrar um Gecoc reformulado. O chefe do MP avisa que as alterações atendem a questões de ordem pessoal dos próprios promotores que deixam o grupo. Naturalmente, a missão na vida pública não pode ser personalista. Falam as instituições, e não as pessoas em particular. Sob esses princípios é que Alagoas espera a continuidade ? ágil, independente e eficaz ? da missão do MP por meio do Gecoc. Outro caminho certamente não será trilhado pelo chefe do MP, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares Mendes, a não ser este: o ataque sem trégua ao crime organizado não deve ser interrompido. Agora, espera-se pelo início do novo grupo especial, com as devidas condições para desenvolver suas atividades ? árduas e um tanto perigosas. Por isso mesmo, a instituição precisa garantir o pleno apoio a seus integrantes do Gecoc. Aqui, não há espaço para o retrocesso.