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Opinião

E agora, Rubim?

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Seja bem-vindo, secretário Rubim! Muito bem-vindo mesmo. O senhor não imagina o quanto a sua escolha inquietou os alagoanos e fez crescer uma enorme ansiedade para que assumisse logo, apesar dos depoimentos contundentes dos líderes grevistas da polícia (talvez a mais longa da história de greves no País), de que o problema da segurança de Alagoas não depende de titular da pasta. ?Tanto faz Sá Rocha como Rubim, a cadência do samba é a mesma?, afirmaram eles. A violência vai continuar solta, desenfreada em razão da gravidade física e moral de uma estrutura policial que está apodrecida há décadas. É verdade, todos sabem disso e sabemos também que aonde tem um assalto a carro-forte, a banco, crime de mando... E como tem! Tráfego de drogas, assalto a ônibus e caminhões de cargas e matanças como queima de arquivo, está claro nos noticiários da imprensa... Tem sempre um policial que, transgredindo sua nobre missão de proteger a comunidade, vira protagonista do mal no roteiro desse filme escabroso. Isso não é tudo, é apenas uma parte da prática criminosa que tem deixado os alagoanos cada dia mais estarrecidos e incrédulos diante do cenário de corrupção que, agora, felizmente chega ao conhecimento da sociedade de forma mais transparente. Não é nenhuma surpresa, porque o jogo imoral existe há muito tempo, só não era possível imaginar que o tamanho do rombo fosse três vezes maior que o assalto ao Banco Central em Fortaleza e que o montante do dinheiro roubado, se aplicado em benefício dos serviços essenciais do Estado, mudaria para muito melhor a estrutura das escolas, dos postos de saúde, do aparelhamento da segurança, enfim, amenizaria a fome de alguns milhares de eleitores encurralados por eles mesmos, os corruptos de carteirinha. É compreensiva a inquietação dos alagoanos nesse momento delicado de total insegurança em todos os lugares por onde passamos. Onde quer que se vá, corremos o risco de ser mais uma vítima da violência que nos aflige diuturnamente. ?Essa casa merece respeito?. ]A frase foi dita por um parlamentar contrariado por uma manifestação popular que terminou por vaiar um colega taturana. Acho que sua excelência inverteu os papéis em não entender que quem merece respeito é o povo. Povo que agora respira um pouco mais aliviado depois da decisão tão importante para Alagoas do desembargador Sapucaia, ao ponto de melhorar nossa auto-estima diante dessa inacabada relação de amor e ódio que nos persegue há décadas. (*) É publicitário.

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