Opinião
S�ndrome de Caim e Babel
Vê-se claramente a inveja como a arma dos fracos, fracassados e frustrados. Possuídos pela incapacidade imobilizante da mente, não conseguem sequer dirigir a vida para ser feliz. Buscam a discórdia e a infâmia. Pobres de espírito, vivem uma vida sem emoções. Se são casados se preocupam com o casamento e a vida de terceiros, ficam em casa até como o último a saber. Desvairados como Caim pela inveja, eivados de sentimentos pobres e nefastos, falam, tentam denegrir a imagem das pessoas. São fúteis e geralmente gostam muito de dinheiro, para tê-lo vendem até a mãe. E nesse estaco de manobras conseguem destruir os ambientes por onde convivem. São os elementos tiranos e infelizes podem ser até profissionais preparados, mas não conseguem deslocar melhoras coletivas, pois são individualistas essencialmente. Por que misturar histórias tão diferentes? Porque quando Deus apreciou as oferendas de Abel, enciumado Caim o matou e quando Deus viu que o homem queria ser deus, criou a diversidade de línguas e assim a torre caiu, que é o mito que o homem desejaria atingir o céu. Uma maneira que vemos hoje na sociedade pós-moderna é a diversidade de expressões, pessoas que falam outras línguas e difamam e maltratam e denigrem, para confundir os circunvizinhos, mas na realidade querem esconder o seu desejo de ser o maior, é a síndrome de deus, que alguns tentam, tentam, mas só conseguem enganar aos menos observadores. Vive-se o domínio de uma competição desmedida, sem princípios. Busca-se a todo modo uma forma isolada de crescer e esmagar os outros, que são concorrentes, são vistos como adversários e até inimigos disfarçadamente. É o Caim de hoje está cada vez mais lapidado. Não foge a um recanto do Éden, mas convive nos ambientes disfarçados, como lobos em pele de cordeiro. Como Caim, esses seres perversos, vivem irritados e com a face de rancor e desespero disfarçado. Caim procurou edificar uma cidade do ateísmo, que nada mais é que a ausência de Deus que está disfarçada na vida do perverso um vazio, um enigma que ele não sabe decifrar e assim só sabe agredir e mal tratar. É geralmente mal-amado. As pessoas que se aproximam falam línguas diferentes, mas enganam com uma certa subserviência para não despertar a ira do perverso para ele. Fatos antigos do livro dos Gênesis não podiam ser tão atuais. E aqui numa cidadela de fofocas e tititis são pratos cheios de esterco para os monstros viverem se degustando. Com essas pessoas já disse o barão vermelho: o inferno é aqui. (*) É médico e escritor.