Opinião
Indicadores sociais
Coincidindo com mais uma viagem do presidente Lula e de outras autoridades do governo federal ao Nordeste, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica os novos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), apresentando a região à frente das demais, no País, na quantidade de domicílios em que algum morador recebe dinheiro dos programas de transferência de renda. Os dados são referentes ao ano de 2006, e mostram as famílias nordestinas como as que são contempladas por essas ações (35,9%). Até o Sudeste já tem 2,5 milhões de domicílios incluídos no Bolsa Família. Fomos líderes nisso também em outros anos quando obtivemos um índice expressivo em 2004 (32%). Continuamos na liderança nesse campo e continuaremos, enquanto não tivermos motivos para comemorar os resultados de mais e permanentes que sirvam para o efetivo combate às desigualdades regionais, para o surgimento de melhores e duradouras condições de sobrevivência da maioria da nossa população. Segundo o IBGE, só o Bolsa Família já chegou a 4,9 milhões de domicílios espalhados pelo Nordeste e a 2,5 milhões no Sudeste. Na pesquisas anteriores, referentes a 2004, o Nordeste já liderava o ranking de recebimento de benefícios por domicílio, com índice de 32%. Entre 2004 e 2006 não houve mudanças no ordenamento por região. Em segundo lugar, permanece o Norte, com 24,6%, seguido pelo Centro-Oeste (18%). Uma novidade é que o índice do Sudeste chegou a 10,3%, configurando praticamente um empate com a região Sul (10,4%), a única onde não houve crescimento entre um levantamento e outro. Uma em cada três famílias nordestinas, de acordo com a pesquisa, recebia o Bolsa Família em 2006. Mais da metade das famílias inseridas no programa no Brasil está nos Estados nordestinos. A realidade dos números impera?