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Mobiliza��o - Editorial

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O Movimento Social Contra a Criminalidade em Alagoas (MSCC) realizou, ontem, mais uma reunião para definir a data do novo ato em protesto contra o esquema de desvio de cerca de R$ 300 milhões da Assembléia Legislativa, segundo investigação da Polícia Federal, por meio da Operação Taturana, desencadeada em dezembro passado e que indiciou 14 deputados e ex-parlamentares. De acordo com a vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ? uma das mais de cem entidades ligadas ao movimento ?, Lenilda Lima, o MSCC vem acompanhando de perto o desenrolar das investigações e os desdobramentos oriundos das decisões judiciais. ?O Poder Legislativo passa por momento de grande debilidade. E neste momento, em que a Justiça começa a agir em busca de punição dos culpados, não podemos enfraquecer, só observando as pessoas fazerem do público o particular, acreditando que o termo imunidade é sinônimo de impunidade?, analisa Lenilda. Segundo ela, um novo protesto está sendo programado para o próximo dia 10, em Maceió. ?Precisamos estar vigilantes, convocando a sociedade a participar, de modo que possamos cobrar, por exemplo, uma nova política de segurança para o Estado, de forma destemida e democrática?, acrescentou a vice-presidente da CUT. ?A liberação da verba de gabinete aos deputados indiciados, mesmo que fosse legal, é imoral, e só reflete a necessidade de recomposição da Mesa Diretora, destituída por estar sob suspeição?. É importante que a sociedade esteja sempre atenta e engajada nas questões que dizem respeito à coletividade. Quando o silêncio impera fica mais difícil o combate a qualquer coisa que ameace o respeito às leis. Calado, não se consegue afirmar o pensamento em defesa da democracia e contrário ao abuso cometido por aqueles que têm obrigação de zelar pelo País.

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