Opinião
Acidentes no tr�nsito - Editorial
O estudo Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com a Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (Ritla), o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça, mostra uma queda de 4,3% na quantidade de mortes por acidentes no País entes os anos de 1994 a 2006, levando em conta o aumento da população. Mas indica que o total de óbitos nesse tipo de circunstância teve um aumento de 19% no mesmo período: passou de 29,5 mil para 35,1 mil. Existem outros dados que devem ser devidamente considerados merecedores de maiores e constantes atenções das instituições ligadas aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como das diversas entidades da sociedade civil organizada. Em relação à educação, ao aperfeiçoamento e à aplicação das leis. O mesmo estudo revela, por exemplo, que os pedestres são as vítimas mais freqüentes da violência no trânsito. Em 2006 eles já representavam 34,9% das mortes nessa área, embora o percentual de mortes de pedestres tenha caído de 43,4% em 2002 para 34,9% em 2006. Enquanto isso, o de vítimas de acidentes com motos também cresceu (passou de 16,3% para 25,1%). É o Brasil participando das não menos preocupantes estatísticas das mortes nas rodovias, nas ruas e avenidas no mundo inteiro. Mas que pode e deve, com um maior empenho dos órgãos competentes, surgir no plano mundial, num futuro próximo, com menos indicadores negativos em relação a este assunto. Começando pela educação, e com medidas mais rigorosas contra duas das principais causas deste problema: a falta de habilitação e uso indevido de bebidas seguido do ato de dirigir automóveis. O rigor na aplicação de multas e punição mais grave como prisão deve ser cobrado para que algo mude algum dia.