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As doen�as voltaram

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| LYSETTE LYRA * Lembro-me que quando era jovem, no meado do século passado, o mundo era atormentado por várias moléstias terrivelmente contagiosas, como: a tuberculose, a paralisia infantil, que deixa seqüelas devastadoras; polineurite; sarampo; catapora; malária; lepra, que deformava as pessoas; gripes provocadas por vírus assustadores; enfim a fragilidade human a era uma realidade e as vidas se encurtavam. Raros os que alcançavam os setenta anos. Graças ao trabalho de cientistas dedicados e inteligentes, como um Oswaldo Cruz, um Sabin, um Albert Einstein e outros cujos nomes me fogem à memória, que inventaram miraculosas vacinas, medicamentos prodigiosos; ficamos livres desses males e a sobrevida aumentou. Muitos são os indivíduos que, hoje, alcançam os noventa anos com uma razoável aparência. Sem contar os transplantes de órgãos, em que Barnard foi um dos iniciantes; as células tronco; os coquetéis para Aids; as pílulas anticoncepcionais; os antibióticos; os corticóides; etc,etc. Até para os fracassos sexuais, inventaram o Viagra. Mas muitas dessas doenças, antes erradicadas, voltaram e ainda surgiu a Dengue, transmitida por um insetinho besta, que invade os nossos espaços e alimenta-se de nosso sangue. Um mosquitinho de tamanho insignificante, mas capaz de provocar até a morte. Gosta de água limpa, onde põe seus ovos e se reproduz aos milhares e se introduz nas casas, passeia pelas ruas, invade os parques, à procura de alimento que é o sangue dos mortais. De repente se tornou agressivo, aproveitando o desleixo dos governos, a irresponsabilidade da população e a falta de educação de grande maioria das pessoas, sobretudo de baixa renda e que habita, geralmente, lugares inóspitos. É necessário, quanto antes que, não só a administração, mas também a população procurar aniquilar os lugares contaminados pelo mosquito. É preciso que cada um de nós contribua para extinguir a proliferação do inseto, destruindo todos os possíveis lugares onde ele possa se instalar. Se todos tiverem a consciência desse perigo, buscando anular recipientes propícios ao seu desenvolvimento, estaremos livres do Aedes Aegypti . O que está acontecendo no Rio de Janeiro, é injustificável. Um dos Estados mais desenvolvidos da Federação chegar a uma tal calamidade? Houve um abandono total, tanto da população como do governo. Ainda não há vacina que nos livre de ser contaminados. (*) É escritora.

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